Evolução: A escola mostrará alegria e você gostará disso

Não importa quantos componentes são, a escola precisa passar como se fosse um organismo só. Sabe, o todo é muito mais que a soma de todas as partes.

Não pode correr, não pode ficar e ainda precisa estar alegre e contente e em sincronia com a bateria, o canto e os outros componentes, sem perder o ritmo ou a espontaneidade durante o desfile. Assim é o quesito evolução, que é o que chega mais perto da avaliação da alegria de se desfilar no carnaval.

 

O quesito evolução é o que, particularmente, eu chamaria de desenvolvimento. Só porque esta palavra me faz pensar mais no que acontece durante o desfile do que propriamente a evolução. É que evolução remete a um processo a longo prazo, o que – em relação a um único desfile por ano – parece muito pouco. Mas, estou divagando e não fui eu quem conceituou o carnaval e seus elementos.

 

Como eu disse na introdução, a evolução é o que mais se aproxima daquela ideia de “empolgação dos componentes” de que já falei por aqui. É o quesito que avalia a complexidade de se desfilar sem embolar uma ala na outra, o canto dos componentes em uníssono com o intérprete, a cadência da bateria e da escola no geral.

 

Basicamente, não pode haver muito espaço entre integrantes das alas e não podem invadir outra ala. A bateria não pode mudar a velocidade do andamento, não atravessar o samba e o intérprete precisa cantar direitinho e empolgado com a plateia. As alas ganham destaque quando são coreografadas, mas mesmo que não sejam, não podem simplesmente passar pela avenida sem demonstrar a vontade de defender o pavilhão da escola. Não podem passar apressados e nem voltar. Um ato fora de hora ou lugar e isso pode custar pontos – ou décimos – preciosos numa apuração.

 

É, basicamente, a avaliação do todo. A escola precisa passar como se fosse uma coisa só. Lembra aquela máxima de que o todo é mais que a soma de todas as partes? Pois é, isso se aplica aqui direitinho. Não é só juntar diversos foliões ao som da bateria com fantasias e alegorias coloridas (esse conceito está mais para blocos de carnaval). O quesito evolução é a representação da “evolução” do desfile no sambódromo. É a síntese do profissionalismo que tomou conta da festa popular e serve para manter tudo na linha sem uma pluma fora do lugar para comprometer todo o trabalho de um ano.

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Sobre Fernando Sagatiba

Negro, jornalista, sambista, desenhista, sarcástico e um pretenso auto-proclamado observador da problemática contemporânea. Filiado à UNEGRO-RJ.
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