RSF-Top 10: Marchinhas Carnavalescas

Carnaval com marchinha, coreto, confete, serpentina e sem espuma em spray… Aquele cheirinho de cachorro-quente, churrasquinho e cerveja derramada, ah, minha memória afetiva está em festa. Bem, confira a lista que fiz das marchinhas que mais me trazem esse clima lírico. Lembrando que a lista é totalmente pessoal e nem um pouco incontestável (faça a sua também, você vai viajar no tempo).

10º Lugar: Daqui não Saio / Tomara que Chova

Antes, faço um décimo lugar duplo, meio que como menção honrosa a duas marchinhas que eu nem tenho ouvido tanto, mas que eu destaco por causa da denúncia social que eu nunca tinha reparado na infância. Caras, “Daqui…” é quase a marcha do Seu Madruga, alguém que não tem pra onde ir, prestes a ser despejado pelo senhorio:

E “Tomara que chova…” é alguém desejando um temporal pra ver se pinta uma água, coisa que não tem no seu fornecimento regular.

Protesto social, o carnaval também traz.

9º Lugar: Touradas em Madrid

Essa é porque eu gosto muito da melodia e, na boa, confesso que gosto mesmo é do breque “pararatimbum tantan pararatimbum”. Tá, é um argumento muito bostx, mas queria que eu me apegasse à letra? O cara foi à Espanha, namorou uma espanhola e voltou pra assistir O Guarani, porque ela queria que ele tocasse castanhola e entrasse numa blergh tourada? Original, mas não rima lé com cré. Haha.

8º Lugar: Marcha da Cueca

Essa é mais pela letra mesmo. Tem todo um clima de reunião de carnaval, não acha? Tanto faz se é na sua casa, de um amigo, parente, própria ou alugada apenas pra uma viagem, ou na sua própria cidade, essa tem um quê de trollagem clássico.

7º Lugar: Sassaricando

Antes, uma correção ortográfica, o correto é SAÇARICAR e significa um modo de dançar, bamboleado. Também pode significar uns bons amassos. Podemos estar diante de um tremendo duplo sentido só visto na dobradinha infalível Maria Sapatão/Cabeleira do Zezé, já que não especifica se a viúva, o brotinho, a madame e o velho na porta da confeitaria Colombo estava mdançando ou dando uns malhos em clima de folia.

6º Lugar: Allah-La-Ô

Essa fala em Egito, fala em calor e na água pra amenizá-lo. Como não se apaixonar por essa canção? Bem, ela é quase uma vocalização durante metade da duração e, como eu não sou chegado em ‘laialaiá’, prefiro outras formas de cantarolar, essa mistura de refrão com vocalização é demais. Além, é claro, de ser uma tremenda metáfora ao próprio calor que faz aqui no RJ durante a maioria dos desfiles de blocos, na maioria dos carnavais..

5º Lugar: Quem Sabe, Sabe

É uma fofura de declaração de amor entre um casal folião. Os boêmios bebem, mas também curtem um carinho, porque não?

4º Lugar: Cachaça Não é Água

Esse é o alcoólatra. Mas, como se trata de carnaval, está mais para aquele cara que quer beber todas no carnaval. Vai substituir o elixir da vida pelo elixir da folia de qualquer beberrão.

3º Lugar: Me Dá um Dinheiro aí

Essa é uma espécie de evolução da marcha anterior, só que esse é o cara-de-pau do pedinte. Não bastasse querer encher a cara, esse ainda promete fazer besteira, mas com a sua grana bancando a folia do pinguço. Vê se pode!

2º Lugar: Saca-Rolha (ou seria Sacarrolha? ;p)

Também conhecida como ‘As águas vão rola’, só porque é a primeira frase da música. Eu, particularmente sempre cantei “Cachaça vai rolar”, sem interferência no contexto da obra, Rá! Esse parece ser um baderneiro, como o tal que pede dinheiro pra cachaçar. E com agravante, parece que esse já fez a tal confusão que o outro promete em “Me dá um dinheiro aí”, e nem a polícia tá conseguindo controlar o cara. Hoje em dia, apanha feio se fizer besteira e ainda toma um spray de pimenta, hein! Se liga!

1º Lugar: Turma do Funil

Minha preferida! Esse já é um beberrão consciente, daqueles que bebem, não causam balbúrdia e ainda gastam o próprio dinheiro na pinga da folia. Para aqueles que conseguem beber legal, curtir o carnaval, bancar sua própria festa e ficar numa boa, parabéns. Aliás, parabéns, campeão! Primeiro lugar pra ti. E pra marchinha.

Caras, viajei da Rua Marcos de Macedo (Guadalupe) à Avenida Rio Branco (Centro) dos anos de 1980 a meados de 1990. Estive por momentos em Marechal Hermes, vestido de Bate-Bola, Village (Pavuna), Vila Valqueire e Madureira. Bem, confesso que hoje não há tempo pra nostalgia, até porque ainda frequento a maioria desses lugares. XD. A diferença é que, na fase adulta, eu bebo.

Ah, e se não for a bandinha ou bateria do bloco tocando essas canções ao vivo, só aceito suas gravações originais, das décadas de 1920 a 1960, mais ou menos, ok? Nada de versão Beatles, Funk, canto gregoriano ou eletrônico, falou? Se não, um dia a casa cai…

Menina, vai, com jeito, vai…

Um P.S honroso para um momento marchinha que marcou época também, as vinhetas carnavalescas do SBT, onde Senhor Senor cantava marchinhas jocosas como essa aqui:

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Sobre Fernando Sagatiba

Negro, jornalista, sambista, desenhista, sarcástico e um pretenso auto-proclamado observador da problemática contemporânea. Filiado à UNEGRO-RJ.
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