Lupita é a mais bonita, mas é negra

Nayara Justino, a nova Globeleza.

Quando publiquei meu texto sobre Nayara Justino, a nova Globeleza, recebi uma enxurrada de comentários aqui e no Facebook, onde divulguei o artigo, muitos elegantes, mesmo que não concordantes, outros bem agressivos e vários em qualquer noção do mundo real. Enfim, algumas falsas amizades desfeitas depois, estou remediado contra textos decorados pra alegar que sou paranóico ou que vejo racismo em tudo – coisa que todo militante negro e social ouve mais vezes do que ‘bom dia’. Exageros à parte, eu, que tinha prometido não falar mais sobre Globeleza, volto a um assunto que ronda a questão, mas é um pouco mais derivativa: A beleza da mulher negra e o pouco valor que isso recebe na sociedade. Como pode sermos maioria e ainda assim não estamparmos mais capas de revistas e programas de TV? Muitos autores de novelas são gays, o público gay sempre aparece em novelas, agora nenhum autor de novela é negro, ou seja… Elencos de 90 pessoas e 5 negros espalhados pelas cozinhas, ou aparecendo pra ser discriminados.

Leila Lopes, Miss Universo 2011.

É assim, a mulher negra cresce assistindo a inúmeros comerciais de cosméticos para brancos, os produtos de cabelo prometem acabar com volume na cabeleira, coisa que é o grande charme do cabelo crespo. Aí, dado o histórico do racismo no país, meninas negras crescem ouvindo piadas (como a que Faustão fez com a dançarina Arielle “cabelo de vassoura de bruxa” Macedo), elas são alvos dos meninos que jogam seus nomes para outros como quem oferece um produto sem valor que ninguém quereria, e isso vai minando a auto-estima da menina negra, ela não se vê bonita, mesmo que a família esteja lá como base forte de consciência da negritude. Se a família entrar na onda de caçoar, aí fedeu-se tudo, a garota vai passar a vida amargurada por ter esse ‘defeito de cor’. Mas a questão que me traz a esse blog e não ao www.garciarama.blogspot.com, onde teria mais a ver do que aqui, já que o papo não é samba, é por ser um derivativo e vou aproveitá-lo para fazer uma espécie de resposta oficial aos comentários do famoso texto globeleza.

Comentário ‘sem maldade’ sobre a vitória de Leila Lopes no concurso de Miss.

Pois bem, muitos argumentos que ouvi quando questionei os critérios para dizer que Nayara era feia era que seus olhos não eram harmoniosos, seios pequenos e outras coisas. Eu defendo que se procure a beleza por si e não usando referenciais, pois, como disse acima, a sociedade não valoriza o negro por sua negritude, o que me faz puxar mais um nome para a conversa: Lupita N’yong’o, a atriz, eleita pela revista People a mulher mais bonita do mundo em 2014. Lupita é linda e é bem diferente de Nayara. São belezas diferentes, mas as duas têm uma coisa em comum: A negação de valor de suas belezas por parte da sociedade. Você pode dizer que Lupita é mais bonita ou não, mas o que ouvi quando defendi Nayara, as pessoas continuaram falando sobre Lupita. E as duas são bem diferentes… aliás, diferentes também de Leila Lopes, Miss Angola/Universo 2011e até aquela Miss França nitidamente mestiça. Ponto em comum? Todas receberam críticas e comentários preconceituosos do tipo ‘deram o prêmio pra ser politicamente corretos, por pena, etc…’.

Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar por 12 Anos de Escravidão.

Dá pra entender agora que a questão nunca foi definir o que é beleza, muito pelo contrário? O que me levou a falar da globeleza naquela ocasião foi a piada de mau gosto em compará-la com Zé Pequeno, o que muitos acharam natural, como fariam com suas mães, amigas e demais parentes, mas era só um caso, algumas pessoas disseram que ela merecia por ter aceitado se expor, era propriedade de domínio público, e tals… Mas veja o que falaram sobre Lupita sendo escolhida como a mais bonita, são os mesmos comentários. Não teve comparação com vilões famosos de nossa história e ficção, não teve escolha pública contestada através de um concurso em um programa de grande visibilidade e não era um motivo festivo de carnaval. Aqui estamos falando de uma atriz vencedora do Oscar, uma queridinha do mundo fashion, bem nascida, com trabalhos sociais e artísticos de dar inveja a muito coroa, tendo ela apenas 31 anos. Palavra-chave aqui? RACISMO. É o famoso caso “não quero parecer racista, mas…” e sempre vem alguma baboseira racista depois dessa frase, já reparou?

Flora Coquerel, Miss França 2013, alvo de comentários como ‘a verdadeira representação da França é branca’.

Percebem a questão? O negro não pode conseguir nada que desqualificam como ‘cotas’ (detesto esse uso errôneo e ignorante de algo tão afirmativo), “peninha” ou “politicamente correto”… É o racista que acha que dependemos do assistencialismo, mas não quer reconhecer seus privilégios. Por exemplo, quando dada a chance, um negro chega a presidente do STF, um negro vira o número 1 da Fórmula 1, vira a apresentadora/celebridade mais influente do mundo, vira até presidente, mas sempre vão achar que alguém facilitou, percebe a vontade de se sentir superior até quando não faz nada, mas se incomoda com quem faz? Não é à toa que mamãe sagatiba me falava na infância que tínhamos que mostrar 150%, 50 a mais só porque não nos valorizaríamos por sermos negros. E tá aí, só nega o racismo quem tem a dever.

Então é isso, as críticas não foram para Nayara por ser ela e qualquer outra poderia correr esse risco, ela foi criticada porque é negra com traços negros no carnaval. Mas mesmo que não fosse lá, se fosse atriz e ganhasse um prêmio, ia ter a galera do veneno pra desvalorizá-la também… porque é negra. Racismo rima com cinismo e as imagens mostram que onde chega um negro ou uma negra com destaque, vai ter gente pra dizer que não merecia. Mas, pra eles, só fazemos assim:

ATUALIZAÇÃO – 29/04/2014

(Discurso de Lupita no 7º Essence Black Women in Hollywood sobre a aceitação da negritude e da beleza negra):

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Sobre Fernando Sagatiba

Negro, jornalista, sambista, desenhista, sarcástico e um pretenso auto-proclamado observador da problemática contemporânea. Filiado à UNEGRO-RJ.
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14 respostas para Lupita é a mais bonita, mas é negra

  1. Claudio disse:

    Pois é, Sr Fernando. Lá vem o senhor novamente achando racismo no gosto das pessoas. Assim como não vi beleza na Globeleza, também não acho na Lupita. Isso faz de mim um racista? Não, é questão de gosto. Concordo que racismo é falar que ela ganhou por causa de cota, etc., mas na minha opinião, Concordo com o Paulo Rosa, só porque ela é negra eu tenho que achar bonita?? Ela não é a mais bonita do mundo e não está nem perto disso. É bobagem criticar quem não vê nada demais nesta moça. Gosto é gosto! Queira ou não, você tem que aceitar esta realidade, há quem ache a Lupita linda e quem não ache, isso é racismo?

    • Bacana, se você não viu racismo nas declarações sobre a atriz e as misses, então você é um grandissíssimo exemplar racista da sociedade. Aquele que tem a coisa tão naturalizada que nem consegue enxergar. É tipo aquela gente que acha que um beijo de 2 segundos entre dois homens na novela é ditadura gay ou que feminismo é coisa de mulher solteirona e desocupada. Você não tem que achar ninguém bonita porque é negra ou índia, mas achar natural os comentários expostos nas imagens, cara, você precisa ler muito sobre o assunto pra falar com alguma propriedade. De resto, você só tenta simplificar e individualizar uma questão muito mais profunda do que construção subliminar de beleza midiática. Eu já li e assisti muita coisa e ainda leio e assisto, não chego nem perto de ser uma autoridade no assunto, mas meus estudos e minhas experiências de vida me dão um background pra falar.

      • Claudio disse:

        É mesmo? E agora, quem está sendo preconceituoso ao afirmar que eu sou contra casais gays ou feminismo? Por acaso nos conhecemos para que você tire estas conclusões?

        Não sei qual foi o contexto no qual o Paulo Rosa fez aquele comentário, mas pode ter sido por algum comentário anterior, procurei nos comentários da matéria mas não encontrei (nem o dele). Como não sei, é melhor não falar nada, vai que eu sou considerado racista por isso tb…

        Aproveitando que você conhece o tema muito melhor do que eu, por favor me responda: À época em que foi lançada a camiseta “100% negro” você achava racista quem utilizava esta camiseta? E se existisse uma camiseta que contivesse a inscrição “100% branco”, esta seria racista? Por favor, explique!

      • Primeiro, eu não tirei conclusões, nem me interessa. O perfil que você demonstra é na mesma linha que esses outros. Eu não afirmei que você é, afirmei que você age nessa linha. Depois, preconceito não é deduzir que o outro seja preconceituoso. Isso seria, no máximo, presunção. Preconceito é diferente.

        Você será considerado racista à medida que tenta explicar demais suas opiniões contrárias à defesa afirmativa da negritude e não porque está discordando de um negro. Se não quer tocar no assunto ou só tocar pra se explicar demais no melhor estilo “não sou racista, mas…”, melhor mesmo não falar, pois, as chances de você afirmar que não é racista justamente sendo são grandes.

        E, aproveitando que conheço o assunto num nível que me permite levantar esse tipo de questão sem parecer apenas afronta a quem não tem nada a ver comigo, eu digo que o ‘100% negro’ é uma medida de afirmação, pois não sei de milhões de europeus vindo pra cá para serem escravizados. Vieram escravizando, primeiro os índios, depois os negros. Então, você pertencer à camada social que foi explorada por séculos e se afirmar como tal, com força de personalidade é o que chamamos de ‘ação afirmativa’ . Alguém usar ‘100% branco’ estará fazendo o contrário, estará numa situação de privilégios sociais e ainda desdenhará dos que foram humilhados por seus antepassados. Eu falo muito mais detalhadamente sobre isso aqui: http://pretaegorda.blogspot.com.br/2013/11/consciencia-100-negra.html

      • Abel Ati Fanatico disse:

        E qual seria o tamanho racismo nos comentários expostos na imagem que não são nada alem de questionar o titulo de mais bela , dos quais so 2 fazem menção a raça? voce ta me saindo um otimo exemplar de capacete de cone de aluminio, de deixar o Olavo no chinelo.

      • Sempre há a escapadinha do ‘não sou racista, é outra coisa’. O texto é sobre uma piada ridícula e de onde vem esse hábito. Dizer que o negro é paranoico por denunciar racismo é tão lógico quanto falar que o médico é doente porque pessoas doentes o procuram o tempo todo. Leia mais sobre o assunto, aliás, nesse mesmo texto, há comentários de quem tenha até aberto seu racismo. Alguns mudaram sutilmente a abordagem ao repararem que estavam sendo racistas e outros simplesmente não sabem que o são. Crias de sua matrix social, apenas aceitam o mundo social como criação do universo e quem aponta seus problemas, esse é seu alvo. Igual ao povo que é contra ‘isso tudo que tá aí’, mas não sabe detalhar, porque o achômetro tem esse defeito.

  2. Claudio disse:

    Não seria muito mais fácil considerarmos todos humanos, independente de cor? À medida que você defende uma raça em detrimento de outra, você também é racista, independente da sua raça, a explorada ou a exploradora.

    Não sou o idiota que você, consciente ou inconscientemente, parece querer pintar. Entendo que há diferenças sociais sim, entre pessoas que sejam consideradas brancas (que, aliás, quase inexistem no Brasil) e os índios, negros, etc e que há mais facilidades para os “brancos”, maiores salários, melhores cargos. O que não pode é achar que tudo o que você vê escrito, falado, pensado tenha fundo racista, que tudo é feito para denegrir a imagem do negro, etc. Como você mesmo diz no texto do blog Preta e Gorda, que sono que me dá quando ouço isso!

    Ofensivo mesmo é quando a gente vê publicado assim numa rede social:

    “Aí, o bacana está lá tentando me convencer que eu que sou racista por denunciar o racismo (?!) quando ele tenta debochar de meu conhecimento sobre o assunto perguntando sobre a camisa ‘100% negro’, como quem quer me colocar contra a parede (por aí você vê que a única intenção é perturbar). E eis que… SURPRESA! Eu já tinha escrito detalhadamente sobre o assunto. Rá! #paunocudoreaça”

    Não tentei te ridicularizar, convencer de nada ou duvidar do seu conhecimento, nem a intenção seria perturbar ou colocá-lo “contra a parede”. Se fosse para ser assim, eu teria sido muito menos prolixo e respondido #paunocudocoitadinho, mas se eu fizesse isso, eu seria o “reaça” elitista, coxinha, que odeia pobre e negro e blá blá blá.

    Estava querendo debater o assunto, mas já que você é o “ser superior” e não aceita o debate com ideias diferentes das “suas verdades”…

    Abraços humanos e incolores!

    Claudio

    • Se você leu mesmo o texto que eu linkei e ainda vem com esse papo de que o negro se afirmar é mero deboche pra cima da sociedade, então todo seu discurso até agora foi apenas uma provocação, mas eu respondo mesmo assim. Eu não me acho superior, só que esse papo “revista veja” de ‘somos todos humanos’ pra inibir ações afirmativas e simplificar o contexto social que engloba o racismo é típico de quem não quer debate algum, apenas desqualificar algo que não sei como incomoda a tantos que nem fazem parte do grupo interessado. Essa cegueira seletiva me incomoda profundamente, já que não vejo esse povo gritando nas portas de faculdades, redações de revistas e estúdios de modelos e novelas sobre a ausência do negro. Então, fazer alarde contra a luta antirracista é, no mínimo, suspeita.

      Somos todos humanos independente da cor e não há raça pura. Ponto. Mas você deve ter percebido que não é o humano caucasiano que vai preso ‘por engano’ ou arrastado pelas ruas depois de baleado pela polícia. Também deve ter percebido que não foi o ser humano caucasiano que foi escravizado e considerado uma subespécie humana, um elo perdido entre o humano e o macaco e não é para jogadores de futebol caucasianos que jogam bananas em estádio.

      Eu não me acho superior, mas se quer debater um assunto que conheço de livro e na pele, vai ter que ter mais argumentos que um simples ‘vamos todos viver felizes do jeit oque está, pois assim está bom’.

      O conceito de raça já caiu, graças a Deus, há muitos anos, mas muitos ainda o praticam. Não com esses termos, mas ridicularizando tudo que é do negro, como religiões de matriz africanas, a música (samba, jongo), as artes em geral, como a capoeira, a cor da pele, o cabelo crespo… enfim. Não é por acharmos que merecemos o céu que afirmamos nossas raízes, isso é uma questão ideológica e cultural. Se me acompanha assim no Facebook e estivesse mesmo afim de chegarmos a um entendimento comum, já teria ido direto ao ponto.

      Agora a finalização clássica do passivo-agressivo “eu tinha boa intenção, mas você foi mau” foi oportuna e deixou a conversa na mesma. Existe uma larga diferença entre estar interessado em expor pontos diferentes e enriquecer o debate e já começar um ‘debate’ generalizando conceitos e me acusando de ‘preconceituoso inverso’. Isso é página zero do manual, a gente se blinda quanto a isso logo que adquire consciência social. Um sorriso negro e um abraço negro, pois, como diz Dona Ivone, traz felicidade.

  3. quagmire disse:

    Essa lupita não eh a mais bonita. Ganhou por existir esse racismo inverso , botando negros num pedestal.
    Sou branco e namorei 5 anos uma negra, nao sou racista, adoro negras e mulatas, mas essa lupita não eh bonita. Assim como nao acho julia roberts bonita nem a jennifer do jogos vorazes bonita, e sao brancas. A people nao sabe escolher pessoas bonitas e ela bota na lista as mulheres que mais tiveram destaque na midia. A miss universo sim eh bonita , ela deveria estar na lista. Mas muitos aqui acham racismo nao achar uma negra bonita , ridículo. Algumas pessoas nao sao bonitas e outras sao , existem pessoas feias e outras bonitas, aceitem isso. Não questão de cor. Preconceituosos são vcs que nao aceitam isso e querem impor algo para todos.

    • Papo tchubiruba e bem genérico. Giggity Giggitty! Só por falar essa galhofa de ‘racismo inverso’ já demonstra o quão racista você é. Mas você prossegue, né? ‘Negros num pedestal’. Vá ler uns livros de história, dá um Google procura por ‘escravidão no Brasil’. Não que eu queira discutir contigo, mas evita de você vir falar essas baboseiras.

  4. L. disse:

    Ótimo texto, Fernando.

    Infelizmente muitas pessoas apenas não se dão conta de que o padrão de beleza delas é eurocêntrico… traços finos, ‘simétricos’ etc (isso sem contar a cor da pele caucasiana, os olhos claros e cabelos lisos sempre associados a imagens angelicais e divinas). Obviamente, o racismo histórico brasileiro ajudou na construção deste ideal, mas muit@s não enxergam… e se enganam ao pensar que tal História não influenciou em nada o que hoje chamam de seus ‘gostos pessoais’. Meu avô é um ótimo exemplo de pessoa que pensa assim, aliás. Infelizmente já o ouvi dizendo coisas como ‘não casaria com uma mulher negra simplesmente porque é coisa do gosto pessoal’ dele.

    Não sobre o texto, mas sobre uma resposta sua a um comentário… Apenas não diria que a construção da beleza midiática é tão subliminar assim e não subestimaria a força que essa construção tem sobre a autoestima de meninas e mulheres negras, embora eu compreenda que a questão por trás disso é REALMENTE mais profunda.

    Grande abraço!

    • Obrigado pela participação. Sobre seu primeiro parágrafo, nem tenho o que acrescentar. Certeiro. Sobre o segundo, o que eu penso é um pouco mais complexo, passa pela parte da construção subliminar, mas também acredito na aceitação da convenção. Por exemplo, uma conhecida, negra, foi perguntada porque ‘alisava’ seus cabelos e ela respondeu ‘porque é ruim’. Isso, vindo d moça negra que se casou com um senhor caucasiano de olhos claros e ‘precisa’ responder aonde vai que é a mãe da própria filha e não sua babá. Tem quem aceite sem contestar, tem o que se conforma e tem um monte que defende como se fosse criação do universo. O difícil é explicar isso, identificar esses estereótipos, pois a galera se sente atacada por sugerirmos que não são tão donos assim de suas mentes. Mas valeu, belo debate. abçs

  5. vania disse:

    nao compreendo pk as pessoas são racistas?! sériio??nao vale a pena dizer que somos todos iguais porque certas pessoas pensam q são superiores aos pretos -.- .
    Os pretos já sofreram muiito..já foram escravos,já apanharam tanta porrada dos brancos..por amor de Deus compreenda q nôs tambem somo filhos de Deus e q nao somos nenhuma praga para vcs …as pessoas q ainda sente nojo de nôs são pessoas ignorantes,parvas e tudo mais..eu fico parva quando pessoas dizem que devo ir para a minha terra só por ser preta..acho q isto não devia de acontecer pk estamos no sec XXI …tenho sonhos,objetivos mas muitos deles nao poderei concretizar devido á minha cor..
    Espero q a mentalidade das pessoas cresça e parem de incomodar os outros devido á cor,religião, etc.
    OBRIGADA!!

  6. wallacy santos disse:

    racistas vao pro infernooooo

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