Reinaldo, O Príncipe do Pagode

Vou inaugurar aqui uma nova seção, ‘Calçada D’Samba’, o grupo do qual faço parte e que mantém uma page no Facebook. Além de apresentações, o grupo também se interessa em falar de Samba e as influências que temos. Chega de delongas, leia por aqui, dê uma olhada na página e um like pra acompanhar nossas novidades.

“O Calçada D’Samba presta, neste espaço, uma singela homenagem aos que influenciaram tanta gente, inclusive a nós. E, para inaugurar a coluna, vamos falar de Reinaldo, grande presença em nosso repertório.

Não confunda o termo ‘pagode’, enquanto modalidade de festejo popular com o rótulo mercadológico pop de hoje em dia, ok?

Biografia

Reinaldo Gonçalves Zacarias nasceu em 9 de novembro de 1954, no Rio de Janeiro, onde cresceu frequentando muito a escola de samba G.R.E.S. Em Cima da Hora (famosa por imortalizar o samba-enredo Os Sertões), no bairro de Cavalcante, onde morava.

Criou o grupo O Samba Nosso de Cada Dia para alegrar festas até que começou a acompanhar gente de peso no Samba como Dona Ivone, João Nogueira e Roberto Ribeiro. Isso até largar o belo emprego no Citibank, em 1982, para se mandar para São Paulo, onde se tornaria precursor do movimento do ‘pagode’, que já estava fervendo no Rio de Janeiro.

Por quê está aqui?

Sendo daquela geração ‘Cacique de Ramos’, levou para Sampa o desejo de estabelecer lá uma roda de samba nos moldes das que ocorriam aqui, como o próprio Cacique,(Ramos), o Pagode do Arlindo (Cascadura) e outros. Não só foi bem sucedido, como lá ainda gravou seu primeiro disco ‘Retrato Cantado de um Amor’ (1986) e se tornou conhecido no Brasil inteiro.

Por anos, Reinaldo amargou o distanciamento de sua cidade natal, o que aponta como fator determinante a saída da gravadora em que estava e o conseqüente afastamento da mídia. Mas sua carreira sempre seguiu firme e ele continua mais do que na ativa sendo talentoso cantor, de voz inconfundível e poderosa e, também, o responsável pelo desenvolvimento mercadológico do Samba em São Paulo (inclusive alcançando bares de classe média e afins), junto de outros nomes como Leci Brandão e Fundo de Quintal.

Curiosidade

Apesar de ter ‘Rei’ no nome, Reinaldo é conhecido como ‘O Príncipe do Pagode’ e esse apelido veio quase que por acaso, em 1987. Um locutor de uma rádio FM da época costumava dar títulos aos artistas anunciados, então, um dia, o cara mandou ‘Reinaldo – O Príncipe do Pagode’. Bateu, ficou.

Músicas recomendadas

Retrato cantado de um amor (Adilson Bispo / Zé Roberto)
Coisa de amante (Adilson Bispo / Zé Roberto)
Pra ser minha musa (Arlindo Cruz / Chiquinho Vírgula / Marquinho PQD)
Agora viu que perdeu e chora (Arlindo Cruz / Franco / Jorge David)
Oya (Carica / Prateado)
Trapaças do amor (Cabo Velho / César Rodrigues)
Sou de arerê (Nelson Rufino / Paulo Daltro)
Vem pra ser meu refrão (Arlindo Cruz / Zeca Pagodinho)
Nos Pagodes da Vida (Guilherme Nascimento / Roberto Serrão)
Batuque de Crioulo (Claudinho de Oliveira / Luizinho SP)”.

Fonte: Calçada D’Samba.

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Sobre Fernando Sagatiba

Negro, jornalista, sambista, desenhista, sarcástico e um pretenso auto-proclamado observador da problemática contemporânea. Filiado à UNEGRO-RJ.
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