Para além das estrelas: Éfson

O cantor e compositor Éfson morreu, hoje, aos 69 anos, vítima de uma infecção pulmonar. Ele estava internado há 11 dias no CTI do Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, tratando pneumonia. Éfson é o nome artístico de Edison Ferreira, autor de sambas famosos e figura sempre presente nas rodas do Rio.

É autor, por exemplo, do samba “Brilha pra mim”, em parceria com Odibar, que virou sucesso na voz de Jorge Aragão, a partir de 1988.

Éfson fazia parte do Quintal do Pagodinho, o grupo de compositores de Zeca Pagodinho. Ao longo da carreira, o grande cantor do nosso samba gravou algumas músicas de Éfson e seus parceiros, como “Hoje é dia de festa”, “Cabloca Jurema” (c/ Nei Lopes) e “Quem passa vai parar” (c/ Carlito Cavalcanti e Marquinhos PQD).

No último DVD do Quintal do Pagodinho, lançado em 2012, Éfson participa cantando “Hoje é dia de festa” e “Firme e forte”. Arlindo Cruz e Beth Carvalho também gravaram alguns sambas de Éfson.

O bamba era frequentador assíduo do Samba do Trabalhador, no Renascença Clube, no Andaraí. A exemplo de outros sambistas que cresceram nas redondezas do clube, Éfson se sentia em casa quando cantava no quintal do Rena. As canjas dele eram sempre animadas e adoradas pelo público. Ele foi, de fato, um personagem do samba, cheio de performances.

Éfson, além de simpatia, demonstrava muita energia quando encarava o microfone. Foram muitas as vezes em que, no auge de uma apresentação no Rena, ele subiu na cadeira para chamar ainda mais atenção e levar a galera ao delírio.

Não à toa, Éfson participou da gravação dos dois CDS e DVDs do Samba do Trabalhador. No primeiro, de 2005, ele cantou “Brilha pra mim’. No segundo, de 2013, “Quem pensou?” (c/ Pedro Lopes). Além dele, só Toninho Gerais conseguiu o mesmo.

Éfson faleceu cerca de 40 dias antes de completar 70 anos. A celebração da data era muito aguardada por familiares, amigos e pelo “povo do samba”, como o próprio chamava seus seguidores das redes sociais. Ficou no sonho, na memória e já deixa saudade. Mas é como diz a letra de seu mais belo samba: “sonho bonito não tem fim”.

Agora, um momento “Efson” pra lembrarmos sempre de sua irreverência e talento:

 

Fonte: Movimento Cultural Roda de Samba do Barão “O Legítimo”

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Sobre Fernando Sagatiba

Negro, jornalista, sambista, desenhista, sarcástico e um pretenso auto-proclamado observador da problemática contemporânea. Filiado à UNEGRO-RJ.
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