Top 10 – Sambas Afirmativos (Consciência Negra)

Não vou me delongar muito, aqui estão 10 sambas que me fazem arrepiar os cabelos do… braço (Rá!) ao menor sinal de seus acordes iniciais. E, numa data como essa (20 de novembro, oras!) elenquei, não exatamente em ordem de importância ou gosto, mas de citação a elementos diretamente ligados não ó à negritude apenas, mas a Zumbi e seus ideais. Vamos À lista:

10 – Preto cor preta

“Preto que é preto, ilumina porque é preto (…)

Preto que tem resolvida sua cor, não tem que se impor, nem que se curvar”

 

9 – Força, fé e raiz

“Ninguém nega que o negro é muita força, fé e raiz

Tem quem negue o negro quer, liberdade é o que sempre quis

Mas, nem sempre alcança, e não perde a esperança

Solta o corpo e balança, dança pra ser feliz”

 

8 – Identidade

“Quem cede a vez não quer vitória, Somos herança da memória

Temos a cor da noite, filhos de todo açoite

Fato real de nossa história”

 

7 – Dia de graça

“Negro, acorda, é hora de acordar

Não negro a raça, torne toda manhã dia de graça

Negro, não humilhe, nem se humilhe a ninguém

Todas as raças já foram escravas também”

 

6 – Canto das três raças

“Negro entoou um canto de revolta pelos ares

Do Quilombo dos Palmares

Onde se refugiou (…)”

 

5 – Amor, são 300 anos

(Essa, não tem no Youtube, então CLIQUE AQUI e confira a faixa no CD online)

“Amor, são 300 anos, aqui continua a luta

Mas vejo por parte dos manos, valor por melhor conduta (…)

E quem quiser entender, melhor com um livro na mão

Pois sei que só com o saber a gente terá razão”

 

4 – Nosso nome resistência

“Palmares, Balaios, Malês, Alfaiates, fugas, guerrilhas, combates

Mão na cara, dedo em riste

Teatros, fundos de quintal, candomblés, blocos, jongos, afoxés

Assim também se resiste”

 

3 – Heróis da liberdade

“Já raiou a liberdade, a liberdade já raiou

Essa brisa que a juventude afaga, essa chama que o ódio não apaga

Pelo universo é a evolução em sua legítima razão”

 

2 – Kizomba, a festa da raça

“Ô, ô, nega Mina, Anastácia não se deixou escravizar

Ô, ô, Clementina, o pagode é o partido popular (…)

Vem a lua de Luanda para iluminar a rua

Nossa sede é nossa sede de que o apartheid se destrua”

 

1 – A Epopeia de Zumbi

Na versão do disco Canto Banto, ela tem uma introdução linda, onde se diz: “Alagoas, Pernambuco, século XVI, sob as asas azuis da liberdade, nascia o primeiro estado livre do Brasil”. A canção (como todas, em algum momento, já foi mostrada aqui mesmo no blog) conta a história de Palmares (o primeiro estado livre do Brasil) desde a criação até seu significado para a luta contra a opressão do racismo.

“(…) Ciente de que nenhum negro ia ser rei

Enquanto houvesse uma senzala

Ao invés de receber a liberdade

Zumbi preferiu conquistá-la (…)”

 

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Sobre Fernando Sagatiba

Negro, jornalista, sambista, desenhista, sarcástico e um pretenso auto-proclamado observador da problemática contemporânea. Filiado à UNEGRO-RJ.
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