Os possíveis rumos do carnaval carioca

 

As muitas notícias de dívidas de escolas de samba grandes e suas manobras pra conseguirem manter o padrão luxuoso e pasteurizado que virou o carnaval de sambódromo do Rio só me fazem pensar nas consequências do próprio gigantismo delas.

 

Como uma cobra que come o próprio rabo (UIA!), elas vão se consumindo sem ter mais pra onde crescer, mas tendo a necessidade de se reinventar – já que samba no gogó e no pé é coisa do passado – para ainda gerar alguma curiosidade sobre si.

É cabide de emprego pra sub-celebridades, tem patrono (cof bicheiro cof) e muito, mas muuuito patrocínio do governo municipal (e outros que explicam os muitos enredos “inexplicáveis” e aleatórios), mas a coisa, parece, está se encaminhando pra um futuro tão distópico, que acho que a próxima novidade, daqui a umas duas ou três gerações, será fazer samba cadenciado com sambistas no controle e comunidade determinando os caminhos.

 

Umas coisas assim, sem sentido, sabe?

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Sobre Fernando Sagatiba

Negro, jornalista, sambista, desenhista, sarcástico e um pretenso auto-proclamado observador da problemática contemporânea. Filiado à UNEGRO-RJ.
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