Vitrola de Ficha: A Humanidade (Velha Guarda do Império Serrano)

Aluízio Machado e o disco da Velha Guarda.

 

Este mundo está complicado faz – literalmente – séculos, mas vou falar de um problema bem específico, mesmo que seja abrangente. Estamos diante de um levante hipócrita fascista em que pessoas de ódio irracional e sem alvo, direcionam-se à figura da presidente do país, culpando-a por tudo de ruim que acontece e esquecendo tudo que melhorou – e o que nem existia, mas foi criado – durante seu governo e de seu partido. Vou defender? Por a mão no fogo? NÃO! Mas tenho uma capacidade humana que prezo muito: A curiosidade, então, vou lá, leio (busco pontes de pesquisa e não reportagens, porque, gente, palavra de jornalista formado, uma reportagem já sai da redação pronta e com um objetivo, não existe imparcialidade em meios de comunicação que dependem e defendem interesses de patrocinadores, empresas e empresários muito, muito ricos).

 

Isso nos leva até o tal ódio que eu falei, é um idiota bolando alguma baboseira e um monte de gente indo atrás. Tenho gente assim até no meu convívio pessoal. Fotos de páginas tv-revoltadas online sem qualquer base para a informação que prestam, mas como é discurso de ódio, vai a pessoa lá e curte, compartilha e ainda comenta “é assim mesmo”. Nessa, a pessoa foi feita de palhaço, sabe porquê? Porque quem cria isso tem um objetivo, quer minar a confiança do governo, põe holofotes sobre os problemas e cobre com um lençol as qualidades. Temos um exemplo bem clássico, de um grande conglomerado televisivo multimidiático e uma revista de fofocas de grande circulação, que têm por filosofia deturpar a realidade e, no ruim de tudo, apenas pedem desculpas numa pequena nota perdida.

 

Aí, chegamos à pérola do dia, uma linda canção de Aluízio Machado, gravada pela Velha Guarda do – meu querido – Império Serrano, no disco Um Show de Velha Guarda – Documento Histórico (Gravadora: Biscoito Fino/Associação Cultural Cachuera! / Ano: 2006 / Projeto de Carmo Lima e Zé Luiz do Império). A música é A Humanidade que, como o autor já fez em Efeitos da Evolução, fala num sentido amplo e humanitário dos caminhos que a sociedade toma envolvida nos próprios vícios. Essa letra fala muito bem do momento em que vivemos, quando gente rica reclama de barriga cheia porque se incomoda com o pobre acessando mais mundos que não apenas a miséria. Aluízio simplesmente descreve o que um ser humano de bem realmente tem no coração e não uma briga imbecil por uma cadeira presidencial, já que a briga é por poder e não pela chance de fazer mais pela população. Dá-lhe Aluizão, dá-lhe Velha Guarda do – meu querido – Império Serrano.

 

Os direitos humanos são iguais

Mas existem as classes sociais

Eu não sou de guerra, sou de paz
Quero trabalhar para poder ter
É tendo que a gente pode dar
Eu quero ser livre e liberar
Eu quero estudar e aprender
Eu só quero aprender para ensinar

 

Ah, fique com a canção aí:

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Sobre Fernando Sagatiba

Negro, jornalista, sambista, desenhista, sarcástico e um pretenso auto-proclamado observador da problemática contemporânea. Filiado à UNEGRO-RJ.
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