Império Serrano – 68 Anos

De uma dissidência da Prazer da Serrinha, nasceu o Império Serrano, pelas mãos de Mano Décio da Viola, Silas de Oliveira, Sebastião “Molequinho” de Oliveira, entre outros, na casa de Dona Eulália. Isso, a 23 de março de 1947. Tá beleza, todo mundo sabe – ou deveria – saber disso. A questà é que contar a história é legal, mas pouco ilustrativo, e quando rola de ser bem ilustrativo, acaba ganhando mais em imagem e som do que em informação, ou quando junta tudo, fica meio enjoativo pra muitos, pois fica informação demais. Também vou evitar o lugar-comum de elencar as músicas mais clássicas relacionadas à escola, porque aí, algumas que são amplamente conhecidas do grande público poderiam tirar lugar de algum samba de terreiro que merece também a propagação. Então, pensando em fazer o que o Samba tem de melhor, vou contar um pouco da história da escola JUSTAMENTE com músicas em sua homenagem (da escola, não de você, leitor. Rá!). Então, lá vai: Sambas de exaltação ao Império Serrano.

 

Sou Imperial  (Avarese)

Eu sou de lá / Eu vi o Império nascer / Eu vi o Império lutar / Eu vi, Iaiá / Eu vi o mistério crescer / Ao som dos tamborins imperiais / Já foram ganhos vários carnavais / Samba no Império  é diferente / Tem mistério / Vem com a gente / Sou imperial

 

O Imperador  (Paulo Debétio / Paulinho Rezende)

Essa é uma homenagem direta e pessoal ao pai de Jorginho do Império (gravado originalmente pelo mesmo), Mano Décio da Viola, que além do trocadilho perfeito (“Mano Décio, desce os dedos na viola…”), relata por tabela – ou nem tanto assim – a própria história da escola:

Você que fundou o império / E não se vestiu de imperador.
Ficou sendo um lá do serrano / Apena um mano poeta e cantor
De braço com o Mestre Fuleiro / Molequinho e outros bambas
Na casa da dona Eulália / Pintaram de verde e branco
A bandeira do samba

Menino de 47  (Molequinho / Nilton Campolino)

Menino de 47 / de ti ninguém esquece
Serrinha, Congonha, Tamarineira
nasceu o Império Serrano
o reizinho de Madureira

 

Serrinha (Mauro Duarte / Paulo César Pinheiro)

(…) Império Serrano é a minha / Escola que dá prazer

É o prazer da Serrinha  / E nos orgulhamos de dizer
Imperial / Imperial / Eu sou também / É voz geral
Por isso vem / Vem pessoal
E vamos jurar a bandeira imperial

 

Serra, Serrinha, Serrano (Roberto Ribeiro / Toninho Nascimento)

Serra, Serrinha, Serrano / Eis o berço imperiano / Onde tudo começou

Terra de sambistas e de jongueiros / São Jorge é meu padroeiro

Molequinho Batizou (…)

 

Serra dos Meus Sonhos Dourados (Carlinhos Ben-Te-Vi)

Serra dos meus sonhos dourados
Onde nos fomos criados
Hei de morrer
Não desfazendo de ninguém
Serrinha custa mais vem

 

Prazer da Serrinha (Hélio dos Santos / Rubens da Silva)

A menção honrosa obrigatória, afinal de contas, o Império Serrano nasceu do Prazer da Serrinha (nossa, só depois de ler o que escrevi percebi os vários sentidos poéticos e factuais dessa frase. Rá!).

Qualquer criança / Toca um pandeiro, um surdo e um cavaquinho

Acompanha o canto de um passarinho / Sem errar o compasso |
Quem não acreditar Poderemos até provar,  / Pode crer, porque
Nós não somos de enganar, / Melodia mora lá
No prazer da serrinha!

 

Saudações imperianas!

sagatiba imperiano

Rá!

Axé!

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Sobre Fernando Sagatiba

Negro, jornalista, sambista, desenhista, sarcástico e um pretenso auto-proclamado observador da problemática contemporânea. Filiado à UNEGRO-RJ.
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