Palavras de origem africana no vocabulário brasileiro

Afora o Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Equatorial, que adotou o idioma como oficial recentemente. Timor-Leste é o único a ter o Português como língua oficial na Ásia. Nossos irmãos africanos fazem parte do PALOP, acrônimo que significa justamente Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Tudo obra de Portugal, responsável por essa bagunça chamada lusofonia (o conjunto dos países que possuem Português como língua oficial) que acabou dando seu jeito de seguir caminho. Mas, diferente do Brasil, onde línguas nativas ficaram restritas a suas tribos indígenas, nos países euro-colonizados da África, ainda se falam línguas nativas (nagô, ioruba, quicongo, umbundo e quimbundo). Só pra constar.

Rolou uma marmota por parte dos invasores que misturavam africanos de diversos países e culturas (sim, porque África é um extenso continente com 54 países culturalmente diversificados e não um país restrito de miséria como a grande mídia te acostumou a ver) com intenções de que com a confusão cultural, eles não pudessem se unir entre si para se rebelar. Até certo ponto, rolava, como ainda acontece, de haver desunião entre as classes menos abastadas da sociedade, mas isso não significou a morte por abandono dessas línguas. Ao contrário, a partir dali, surgiria uma cultura praticamente nova com os elementos que sobreviveram ao tráfico negreiro. Muita coisa de nossa cultura vem de África e dos africanos que foram sequestrados para cá (dos quais descendemos em maioria, já que no auge do crime da escravidão, a população negra era, como se manteve, maioria).

A linguagem é um dos pontos altos das coisas cotidianas que trazemos do continente-mãe. E como a cultura negra é a essência do Samba, ou seja, é a raiz do Samba, então, não falar necessariamente do samba musical não é fugir do foco, não é mesmo? Então, vamos a um dicionário improvisado que fui reunindo em diversos sites educacionais e culturais internet afora. Você vai notar que muitas dessas palavras, tu tá aí falando adoidado todo dia e nem sabe que vêm de dialetos línguas (valeu a dica, Niyi) africanas. Muito interessante, pois somos acostumados a não buscarmos o passado, como se o jornal da TV já bastasse pra gente estar informado. Mas é pegar num livro, num artigo de internet e a gente voa no conhecimento. Veja aí que nem só dentro do samba e do candomblé estão palavras africanas da diáspora. Use e abuse do CTRL+F e saia buscando suas palavras mais usadas e/ou preferidas, porque tem coisas muito interessantes nesse “dicionário” que eu montei na base do ‘cataqui/catali’. Rá! (Lembrando que como foi uma pesquisa de internet, algumas coisas podem não estar condizentes, mas eu atualizo conforme me avisam, ok?).

A

ABADÁ – Túnica folgada e comprida. Atualmente, no Brasil, é o nome dado a uma camisa ou camiseta usada pelos integrantes de blocos e trios elétricos carnavalescos.

ABARÁ – Quitute semelhante ao acarajé. A massa feita de feijão fradinho e os temperos são os mesmos. Os bolinhos envoltos em folhas de bananeira são cozidos em banho-maria.

ACARÁ – Peixe de esqueleto ósseo.

ACARAJÉ – Bolinho feito de massa de feijão-fradinho frito no azeite de dendê e servido com camarões secos.

AFOXÉ –  Dança, semelhante a um cortejo real, que desfila durante o carnaval e em cerimônias religiosas.

AGOGÔ – Instrumento musical formado por duas (ou três) campânulas ocas de ferro.

ALUÁ – Bebida feita de milho, arroz cozido ou com cascas de abacaxi.

AMUO  – sm. Mau humor passageiro, revelado no aspecto, gestos ou silêncio; arrufo, calundu.

ANGOLA – Nome dado a uma das mais conhecidas modalidades do jogo de capoeira e, também, a um dos cinco países africanos de língua portuguesa.

ANGU – Massa de farinha de milho ou de mandioca. Angu-de-caroço: Coisa complicada.

AXÉ – Saudação; força vital e espiritual.

AZOEIRA – Barulhada, zoeira, bagunça.

B

BABÁ – Ama-seca; pessoa que cuida de crianças em geral; pai-de-santo; a origem é controvertida sendo, para alguns estudiosos originária do quimbundo, e para outros do idioma iorubá.

BABACA – Tolo; boboca.

BAGUNÇA – Baderna, desordem.

BALANGANDÃS  – Enfeites,originalmente de prata ou de ouro, usados em dias de festa.

BAMBAMBÃ ou BAMBA – Maioral, bom em quase tudo que faz.

BAMBERÊ – Cantiga de ninar entoada por negras velhas da Região Amazônica. (“Bamberê, bamberá / criança que chora quer mamá / Moça que namora quer casá / Galinha que canta quer botá / Bamberê, bamberá)

BAMBOLÊ – Aro de plástico ou metal usado como brinquedo.

BANCAR – Fazer o papel de; fazer-se de.

BANGÜÊ – Padiola de cipós trançados na qual se leva o bagaço da cana.

BANGUELA – Desdentado. Os escravos trazidos do porto de Benguela, em Angola, costumavam limar ou arrancar os dentes superiores.

BANGULÊ  – Dança de negros ao som da puíta, palma e sapateados.

BANTO  – Nome do grupo de idiomas africanos em que a flexão se faz por prefixos.

BANTOS – Povos trazidos do sul da África, principalmente de Angola e Moçambique, que espalharam sua cultura, idiomas e modos.

BANZAR – Meditar, matutar.

BANZÉ – Confusão.

BANZO – Tristeza fatal que abatia os escravizados com saudades de sua terra natal.

BAOBÁ – Árvore de tronco enorme, reverenciada por seus poderes mágicos.

BATUQUE – Dança com sapateado e palmas, com som de instrumentos de percussão. É uma variante das rodas de capoeira, praticada pelos negros trazidos de Angola para o interior da Bahia. No sul do Brasil, é sinônimo de rituais religiosos e, no interior do Pará, é uma espécie de samba.

BERIMBAU – Instrumento musical, composto de um arco de madeira com uma corda de arame vibrada por uma vareta, tendo uma cabaça oca como caixa de ressonância.

BIRITA – Cachaça; gole de cachaça.

BITELO – Grande; de tamanho exagerado.

BOBÓ – Um tipo de purê feito de aipim ou inhame.

BOCA-DE-PITO – Pitada; tragada em cigarro, charuto ou cachimbo; disposição para fumar provocada pela ingestão de café ou bebida alcoólica.

BOMBA – Certo doce de forma cilíndrica ou esférica feito de massa cozida e glaçado na parte superior.

BOROCOXÔ – Molenga. Entristecido.

BRUACA –  Espécie de mala ou sacola que se levava no lombo de animais.

BUGIGANGA – Objeto de pouco ou nenhum valor ou utilidade.

BUNDA – Nádegas, na língua falada pelos bundos de Angola.

BÚZIOS – Conchas marinhas usadas antigamente na África como moedas e, em nossos dias, em cerimônias religiosas e em jogos de previsão.

C

CAÇAMBA – Balde para tirar água de um poço; local onde se depositam detritos.

CACHAÇA – Bebida alcoólica; pinga; durante muito tempo, os negros escravizados, banhados em suor, giravam manualmente as rodas dos engenhos de açúcar e, do vapor originário da fervura do caldo da cana, escorria pela parede e pingava do teto (daí o porque o nome “pinga”)a bebida de sabor clássico, que ardia nos olhos e foi batizada de “pinga”.

CACHIMBO – Tubo de fumar, com um lugar escavado na ponta para se colocar o tabaco.

CACIMBA – Poço ao ar livre, onde se retém a água da chuva para diversas finalidades. Cova que recolhe água de terrenos pantanosos.

CAÇULA – O mais novo.

CACULÉ – Cidade da Bahia.

CACUNDA – Corcunda. Corcova. Costas.

CAFIFE – Diz-se de pessoa que dá azar.

CAFOFO – Lugar que serve para guardar objetos usados; nos dias atuais, serve também para designar moradia pequena, mas aconchegante.

CAFUÁ – Esconderijo. Casebre.

CAFUCA – Centro; esconderijo.

CAFUCHE – Irmão do Zumbi.

CAFUCHI – Serra.

CAFUNDÓ – Lugar afastado, de acesso difícil.

CAFUNÉ – Coçar a cabeça de alguém.

CAFUNGÁ – Pastor de gado.

CAFUZO – Mestiço de negro e índio.

CALANGO – Lagarto. Dança afro-brasileira.

CALOMBO – Inchaço. Quisto, doença.

CALUMBÁ – Planta

CALUNDU – sm. Mau humor; amuo.

CALUNGA – sf. 1. Coisa qualquer de tamanho reduzido. 2. Boneco pequeno. O mar; boneca carregada pelas damas do paço nos desfiles de reis e rainhas dos Maracatus de nação em Pernambuco; símbolo da realeza e do poder dos ancestrais.

CAMUNDONGO – Rato pequeno.

CANDOMBLÉ – Casas ou terreiros de diferentes nações – Angola, Congo, Jêje, Nagô, Ketu e Ijexá – onde são praticados os rituais trazidos da África. Esses cultos são dirigidos por um Babalorixá (pai-de-santo) ou por uma Ialorixá (mãe-de-santo). Um dos mais tradicionais é o de Gantois,em Salvador, na Bahia. No passado, o candomblé foi muito perseguido.

CANDONGA – Intriga, mexerico.

CANGA – Tecido com que se envolve o corpo. Peça de madeira colocada no lombo dos animais.

CANJERÊ – Feitiço, mandinga.

CANJICA – Papa de milho verde ralado.

CAPANGA – Guarda-costas. Bolsa pequena que se leva a tiracolo.

CAPENGA – Manco. Com andar de bêbado.

CAPOEIRA – Jogo de corpo, agilidade e arte, que usa técnicas de ataque e de defesa com os pés e as mãos. As rodas são acompanhadas por palmas, pandeiros, chocalhos, berimbaus e cânticos de marcação.

CARIMBO – Instrumento de borracha. Marca. Sinal.

Carimbó – Tipo de dança afro-brasileira originária da região norte do Brasil.

CARURU – Iguaria da culinária afro-brasileira, feita com folhas, quiabos e camarões secos.

CASSANGUE – Grupo de negros da África.

CATIMBA – Manha. Astúcia.

CATIMBAU – Prática de feitiçaria.

CATINGA – Fedor; mau cheiro.

CATITA – Pequeno, baixo, miúdo. Nome dado no Nordeste a um ratinho novo.

CATUNDA – Sertão.

CATUPÉ – Cortejo afro-mineiro. As fardas de seus integrantes são enfeitadas de fitas, sendo que dançam e cantam acompanhados por instrumentos de percussão.

CAXAMBU – Grande tambor usado na dança harmônica.

CAXANGÁ – Jogo praticado em círculo. Os versos de uma velha cantiga, baseada nessa brincadeira, são bem populares.

CAXIXÍ – Chocalho pequeno feito de palha.

CAXUMBA – Inflamação das glândulas salivares.

CAZUMBÁ – Negro velho, personagem do Boi-Bumbá paraense.

CAZUMBI – Alma penada.

CHILIQUE – Desmaiar. “Ter um troço”.

CHUCHU – Fruto comestível.

COCHILAR – Breve soneca. Sono leve.

CONGADAS ou CONGOS – Danças dramáticas com enredo e personagens característicos, como reis, rainhas, príncipes, princesas, embaixadores, chefes de guerra e guerreiros, que se despedem, no final das apresentações, cantando.

COQUE – Bater na cabeça com o nó dos dedos. Tipo de penteado onde o cabelo é todo preso num arranjo único no alto da cabeça; há uma corrente que acredita ser o nome proveniente do inglês “cock”, que significa galo, e outra que associa o nome a barulho que é feito e também ao “galo” na cabeça.

CUBATA – Choça de pretos; senzala. Palhoça

CUÍCA – Instrumento musical que emite um ronco peculiar.

CUMBA – Forte, valente.

CUMBE – Povoação em Angola.

D

DENDÊ – Fruto de uma palmeira (dendezeiro), de onde é extraído o azeite.

DENGO – Gesto de carinho. Manha, birra.

DENGOSO – Manhoso. Chorão.

DIAMBA – Um tipo de erva alucinógena.

E

EBÓ – Oferenda feita aos orixás para se resolver os mais diferentes desejos e problemas.

EFÓ – espécie de guisado de camarões e ervas, temperado com azeite de dendê e pimenta.

EMBALAR – Acalentar; balançar; fazer adormecer.

EMPACAR – Não continuar. Não prosseguir. Diz-se quando o animal firma teimosamente as patas para não prosseguir viagem.

ENCABULAR – Envergonhar-se. Ficar vexado por algum motivo.

ENGABELAR – Enganar. Iludir jeitosamente. Trapacear. Engodo. Embuste.

ESCANGALHAR – Desordem. Confusão. Desmantelo. Dano causado por estrago.

ESPANDONGADO – Desajeitado. Defeituoso. Arruinado. Desarrumado. Relaxado. Descomedido. Arreliado.

EXU – Divindade que é considerada o intermediário entre o Céu e a Terra. Aquele que está em todos os lugares. Dono das encruzilhadas. Representa a ambivalência humana, os comportamentos e desejos contraditórios.

F

FAROFA – Mistura de farinha com água, azeite ou gordura.

FOFOCA – Intriga. Mexerico

FUÁ – Briga. Rolo. Desordem. Intriga. Diz-se também do eqüino arisco.

FUBÁ: Farinha de milho.

FULEIRO – Reles. Ordinário. Sem Valor. Farrista.

FULO: Irritado. Zangado.

FURDUNCIO – Também pronunciado e escrito como “Forduncio”, significa festança popular. Divertir-se com alarido. Barulho. Desordem.

FUNGAR – Fazer ruído com o nariz ao inspirar o ar. Assoar o nariz. Coriza na fossa nasal. Fuçar.

FUTUM – Mau cheiro. Fedor. Peixe morto na superfície da água.

FUXICO – Falar mal dos outros. Artesanato popular feito com pedaços de panos. Costurar superficialmente. Alinhavar. Amarrotar.

FUZARCA – Farra. Desordem. Bagunça.

FUZUÊ – Festa. Confusão. Turbilhão nas águas de um rio.

G

GALALAU – Pessoa muito alta.

GAMBÉ – Designação de um policial na gíria dos travestis, menores e delinqüentes em geral.

GANDAIA – Farra. Bagunça. Vadiagem. Ofício de trapeiro. Pessoa sem préstimo. Inerte.

GANGA ZUMBA – Título dado aos chefes guerreiros. Um dos mais famosos líderes da confederação de Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas.

GANZÁ – Chocalho.

GARAPA – Caldo da cana. Bebida formada pela mistura de mel-açúcar-água.

GERINGONÇA – Coisa malfeita e de duração precária. Objeto ou coisa estranhos cujo nome e finalidade não se conhece.Ginga – Bamboleio. Balanço com o corpo. Dançar com o corpo ao som de uma música ou instrumento. Movimento corporal na capoeira, na dança e no futebol. Sacerdotisa do culto Omolocô. Remo que se usa para fazer a embarcação balançar.

GINGA – Movimento corporal na capoeira, na dança e no futebol.

GOGÓ – Pomo-de-Adão. Garganta. Laringe

GONGUÊ – Instrumento musical semelhante ao agogô.

GOROROBA – Comida feita com restos de diversos alimentos. Diz-se também do indivíduo lento, molengão ou covarde.

GRIGRI – Amuleto que protege o seu possuidor.

GUANDU – O mesmo que andu (fruto do anduzeiro), ou arbusto de flores amarelas, tipo de feijäo comestível.

GUIMBA – Resto ou ponta do cigarro.

H

– Interjeição de surpresa, espanto ou de admiração entre os Iorubás. Manifestação de incompreensão. Não entendimento.

I

IAIÁ – Tratamento dado às moças e meninas na época da escravidão. Na Luanda antiga, era o tratamento respeitoso que as filhas e netas dos escravos davam às patroas.

IEMANJÁ: deusa africana, a mãe d’água dos iorubanos.

IMPALA – Espécie de antílope africano. O nome batizou também um modelo de automóvel da Chevrolet.

IMPLICAR – Provocar. Amolar. Intrometer. Contender. (Atualização, a etimologia da palavra vem do Latim).

INHAME – Designação comum de um tipo de tubérculo comestível menor que a mandioca; homem de corpo defeituoso. Coisa ou objeto disforme ou deformada.

IORUBANO – Habitante ou natural de Ioruba (África).

J

JABÁ – Suborno oferecido a programador de emissora de rádio ou televisão para que inclua na programação determinada obra musical. Certo tipo de abóbora.

JABACULÊ – Gorgeta. Propina. Dinheiro.

JAGUNÇO – Capanga. Combatente das forças de Antonio Conselheiro na Guerra de Canudos. Cangaceiro.

JEGUEDÊ – Dança negra.

JERERÊ – Nome dado ao cigarro de maconha. Faísca. Centelha.

JERIBATA – Álcool; aguardente.

JILÓ – Fruto verde de gosto amargo.

JONGO – Dança tradicional afro-brasileira.

L

LAMBADA – Golpe dado com o chicote, tabica ou rebenque. Copo ou gole de bebida alcoólica. Dança de salão de origem amazônica. Significa bater, castigar, ferir, atingir com golpe ou pancada.

LAMBANÇA – Desordem. Sujeira. Serviço malfeito. Embuste. Trapaça em conversa ou jogo.

LAMBÃO – Indivíduo que não sabe lidar com as coisas sem sujar-se.

LAMBUJA – Vantagem que um jogador concede ao parceiro ou rival. Aquilo que se ganha ou dá além do combinado.

LAPADA – Lambada. Bofetada. Espécie de pá semelhante ao remo.

LARICA – Apetite desenfreado após a ingestão da maconha. Dificuldade. Aperto. Apuro.

LENGA-LENGA – Conversa, narrativa ou discurso enfadonho.

LERO-LERO – Conversa fiada. Palavreado vazio.

LIBAMBO – Bêbado (pessoas que se alteram por causa da bebida).

LUNDU – Primitivamente dança africana.

M

MAASSAGANA – Confluência, junção de rios em Angola.

MACULELÊ – Folguedo popular de origem baiana, misto de jogo de dança com bastões ou facões.

MACUMBA – Nome pejorativo dado aos cultos afro-brasileiros. Audaz. Ousado. Certo tipo de reco-reco. Cada uma das filhas de santo nos terreiros de origem Banta. Antigo jogo de azar. Antiga denominação que se dava à maconha.

MACUMBEIRO – adj. sm. Diz-se de, ou praticante da macumba. .

MALUCO – Alienado mental. Endoidecido.

MALUNGO – Título que os escravos africanos davam aos que tinham vindo no mesmo navio; irmão de criação.

MAMONA – Fruto da família das esforbiáceas. Rícino.

MAMULENGO – Fantoche. Teatro de fantoches.

MANDINGA – Bruxaria. Feitiço. Talismã. Qualidade de jogo de capoeira.

MANGAR – Zombar. Caçoar.

MANGUE – Comunidade geográfica localizada em áreas onde o solo é formado por uma lama escura e mole. Terreno lamacento.

MANHA – Choro infantil sem causa. Birra. Malícia. Ardil. Artimanha. Habilidade manual.

MARACATU – sm. Oriundo da região do Estado de Pernambuco (PE), é um cortejo carnavalesco que segue uma mulher que, num bastão, leva uma bonequinha enfeitada, a calunga. 2. Certo tipo de dança afro-brasileira. Em Recife/PE, os maracatus de nação representam embaixadas africanas com todo o séquito real.

MARACUTAIA – Trapaça. Embuste. Engodo. Golpe.

MARAFA(O) – Vida desregrada. Licenciosa. Cachaça. Vinho. Diz-se também do tipo de vida, por exemplo: “Viver na marafa…”, viver entregue ao vício da bebida e da vadiagem.

MANO – Tratamento respeitoso entre os antigos sambistas cariocas (“Mano” Elói, “mano” Décio etc.). Irmão.

MARIMBA– Peixe do mar. 2. Artifício de amarrar uma linha a algum objeto (pedra, garrafa, etc) para resgatar pipas onde não se alcança com as próprias mãos (RJ).

MARIMBONDO – Certo tipo de vespa.

MATUTO – Indivíduo que vive no mato. Na roça. Pessoa ignorante e ingênua.

MAXIXE – Fruto do maxixeiro. Certo tipo de chuchu espinhoso. Dança brasileira de salão.

MIÇANGA – Conta de vidro miúda. Ornatos feitos com esse tipo de conta. Colar.

MILONGA – Desculpas descabidas. Manhas. Dengues. Mexericos. Intrigas. Feitiço. Sortilégio Bruxedo. 2. Música e dança de origem platina.

MINGAU – Papa de farinha de cereais com leite, açúcar e outros ingredientes. Em língua oeste-africana, era um tipo de milho cozido em água e sal. Na linguagem Banta, é o ato de molhar o pão no pirão ou molho. (Retificação: Esta palavra vem do Tupi).

MOCAMBO – Cabana. Palhoça. Habitação miserável. Couto de escravos fugidos na floresta.

MOCHILA – Alforge. Bornal que se leva às costas.

MOCORONGO – Mulato escuro. Caipira. Indivíduo natural de Santarém/PA. Palhaço da folia de reis. Mosquito transmissor do impaludismo.

MOCOTÓ – Pata de bovino utilizada como alimento. Tornozelo.

MOLAMBO – Trapo. Pano velho rasgado ou sujo. Roupa esfarrapada. Indivíduo fraco e sem caráter. Corpo velho, cansado, moído.

MOLENGA – Mole. Indolente. Preguiçoso. Medroso e covarde.

MOLEQUE – Negrinho. Indivíduo irresponsável. Canalha. Patife.

MONDONGO – Indivíduo sujo e desmazelado. Boneco de pano sem governo.

MONGO – Sujeito bobo. Moleirão. Débil mental.

MOQUECA – Guisado de carne ou peixe tradicional da culinária afro-brasileira.

MORINGA – Garrafão ou bilha de barro para conter e refrescar água potável. Cântaro.

MUAMBA – Cesto ou canastra para transporte de mercadorias. Furto de mercadorias nos portos. Contrabando. Negócio escuso. Do Quimbundo: Carga.

MUCAMA – Escrava doméstica. Concubina. Escrava que era amante do seu senhor.

MULUNGA – Árvore.

MUNGUZÁ – Iguaria feita de grãos de milho cozido, em caldo açucarado, às vezes com leite de coco ou de gado. O mesmo que canjica.

MUQUIFO – Lugar sujo e em desordem. Palavra ligada ao Kicongo, significa também latrina. Casebre. Choupana

MURUNDU – Montanha ou monte; montículo; o mesmo que montão.

MUTAMBA – Árvore.

MUTRETA – Trapaça. Confusão.

MUVUCA – Confusão. Algazarra.

MUXIBA – Pelanca. Pedaços de carne magra. Retalhos de carne que se dá aos cães. Mulher feia. Bruxa. Seios flácidos de mulher.

MUXINGA – Açoite; bordoada.

MUXONGO – Beijo; carícia.

N

NENÊ – Criança recém-nascida ou de poucos meses. Provém do Umbundo “nene”, que quer dizer pedacinho, cisco.

O

ODARA – Bom. Bonito. Limpo. Branco. Alvo.

OGUM ou OGUNDELÊ – Deus das lutas e das guerras.

ORIXÁ– Divindade de religiões afro-brasileiras. Divindade secundária do culto jejênago, medianeira que transmite súplicas dos devotos suprema; divindade desse culto; ídolo africano.

P

PAMONHA – Certo tipo de iguaria derivada do milho. Diz-se também da pessoa molenga. Inerte. Desajeitada. Preguiçosa. Lenta.

PATOTA – Turma. Grupo.

PENDENGA – Litígio. Rixa. Contenda.

PERRENGUE – Dificuldade ou aperto financeiro. Diz-se também da pessoa fraca. Covarde. Animal imprestável.

PIMBA – Pênis de menino

PINDAÍBA – Falta de dinheiro. Miséria feia. (Atualização: Esta palavra é de origem Tupi).

PINGA – Aguardente extraída do caldo da cana.

PIRÃO – Papa grossa de farinha de mandioca. (Atualização: Esta palavra é de origem Tupi).

PITO – Cachimbo. Cigarro. Repreensão. Censura. Dar bronca.

PITOCO – Objeto ou utensílio o qual já falta uma parte essencial. Parte amputada ou a restante no corpo humano.

PUITA: corpo pesado usado nas embarcações de pesca em vez fateixa.

Q

QUEIMANA – Iguaria nordestina feita de gergelim .

Quenga – Guisado de quiabo com galinha. Mulher prostituída. Meretriz.

QUENGO – Cabeça. Região próxima da nuca.

QUIABO – Fruto de forma piramidal, verde e peludo.

QUIBEBE – Papa de abóbora ou de banana.

QUIBUNGO – Invocado nas cantigas de ninar, o mesmo que cuca, festa dançante dos negros.

QUILOMBO – Valhacouto de escravos fugidos. 2. Quer dizer acampamento ou fortaleza. Folguedo popular alagoano em forma de dança dramática.

QUIMBEBÉ – Bebida de milho fermentado.

QUIMBEMBE – Casa rústica, rancho de palha.

QUIMGOMBÔ – Quiabo.

QUINDIM – Doce feito com a gema do ovo, côco e açúcar. Na Bahia significa também meiguice, dengo, encanto, carinho.

QUITUTE: Comida fina, iguaria delicada. Iguaria. Acepipe. Canapé.

QUIZÍL(I)A – Antipatia ou aborrecimento. Ojeriza. Aversão. Implicância.

QUIZUMBA – Confusão. Briga.

R

REQUENGUELA – Engelhado. Encolhido. Tímido. Fraco. Sem substância.

S

SAMBA – Dança cantada de origem africana de compasso binário (da língua de Luanda, semba = umbigada). Nome genérico de um ritmo de dança afro-brasileiro.

SAPECA – Diz-se de moça muito namoradeira ou assanhada. Diz-se também da criança muito arteira.

SARAPATEL – Guisado feito com sangue e miúdos de certos animais, especialmente o porco.

SARARÁ – Alourado. Arruivado.

SARAVÁ – Palavra usada como saudação nos cultos afro-brasileiros, significa “salve”.

SENZALA: alojamento dos escravos.

SERELEPE – Vivo. Buliçoso. Astuto. Esperto.

SOBA – Chefe de trigo africana.

SONGAMONGA – Pessoa dissimulada. Sonsa. Débil. Boba.

SOVA – Dar pancadas com a mão. Espancar.

T

TAGARELA – Pessoa que fala muito e à toa.

TANGA – Pano que cobre desde o ventre até as coxas.

TANGO – Dança argentina popularizada no Brasil, proveniente do espanhol “tango” e do Kimbundo “tangu” (pernada), que era uma forma de bailado de negros ao som de tambores e outros instrumentos.

TRAMBIQUE – Negócio fraudulento. Vigarice. Logro.

TRIBUFÚ – Maltrapilho. Negro feio.

TU – Diz-se do negro tido como sendo bruto. Boçal. Grosseiro. Oposto ao negro bom e passivo; “…Este samba/que é misto de maracatú/é samba de preto velho/ samba de preto TÚ…”; Pode ser também uma redução de Bantú.

TUNDA – Surra. Sova. Crítica severa.

TUTANO – Substância mole e gordurosa no interior dos ossos.

TUTU –  Maioral. Manda-chuva. Indivíduo valente e brigão. Feijão cozido e refogado ao qual se vai adicionando farinha até dar a consistência de pirão. Dinheiro. Grana.Suborno. 2. Iguaria de carne de porco salgada, toicinho, feijão e farinha de mandioca.

U

URUCUBACA – Azar. Má sorte. Diz-se também de uma praga rogada por pessoa inimiga.

URUCUNGO –  sm. Berimbau (instrumento musical).

 

V

VATAPÁ – sm. Da culinária (comida), iguaria de origem africana, à base de peixe ou galinha, com camarão seco, amendoim etc., temperada com azeite de dendê e pimenta.

X

XARÁ – Pessoa que tem o mesmo nome que outra.

XENDENGUE: magro, franzino.

XEPA – As últimas mercadorias vendidas nas feiras livres, mais baratas e de qualidade inferior. Sobras. Coisa inferior.

XODÓ – Amor. Sentimento profundo que se demonstra por algo ou alguém. Carinho.

Z

Zabumba – Tambor grande. Bumbo.

ZAMBI ou ZAMBETA: cambaio, torto das pernas. zumbi: sm. Fantasma que vaga pela noite, segundo lenda afro-brasileira. Nota: Nome do herói nacional Zumbi dos Palmares.

ZANGAR – Causar zanga (de zangado). Mau humor. Birra. Irritação. Diz-se também de coisa estragada ou azeda.

ZANZAR – Andar à toa. Sem destino.

ZIQUIZIRA – Doença ou mal-estar cujo nome não se conhece.

ZOEIRA – Conhece-se também por Azueira. Algazarra. Falatório.

ZOMBAR – Tratar com descaso. Escarnecer. Gracejar.

ZUNZUM – Boatos. Cochichos. Mexericos.

Fontes: Nossa Língua

Geledés

Educação UOL

Dicas de Português

África no brasil

Aldeia Numaboa (atualizações)

Pai Paulo de Oxalá (Jornal Extra).

Angola Bela

Capoeira Patrimônio Brasil

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Sobre Fernando Sagatiba

Negro, jornalista, sambista, desenhista, sarcástico e um pretenso auto-proclamado observador da problemática contemporânea. Filiado à UNEGRO-RJ.
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122 respostas para Palavras de origem africana no vocabulário brasileiro

  1. Maria Eunice disse:

    Muito bom! desconhecia completamente que, muitas palavras que falamos são de origem africana.

    • Dias Pedro Macaba disse:

      Podemos ajudar como: Tsango= Notícia, Tsunga= Gosto,paladar, Diambo=palavra,expressão, Phaka= Dúvida, Kiogi=Frio, Tulu=Frio, Kiambote=Boa,coisa boa, Mbi=mal, Kianga=Estante de cozinha, Kissinja= Toco de árvore, Kilu=Sono, Nzala=Unha, Pholo=Face,rosto, Nitu=Corpo, Kikunda=assento,banco,Kielu=Porta, Mbongi=Cabelo, Kinzdu=Panela, Diakhi=Ovo,Nlêle=Pano tecido, Ndzendza=visita, Nata=Leva, Kuhitula=Levar junto,Nhosso= Osso, Kiaka=Parede, Nludi=Teto, Buiti=Barulho, Expressões em Língua Nacional/Regional de Kikongo.

    • Mário disse:

      PIRÃO – Papa grossa de farinha de “MILHO”
      FUNJE – Papa grossa de farinha de “MANDIOCA”
      Em Angola

  2. raul disse:

    Interessante. Cadê as referências bibliográficas?

  3. Jadir disse:

    Angu é feito com farinha de trigo? Pensei que fosse com fubá.

  4. …Agora esperamos que os filólogos possibilitem a visibilidade para que estudantes, professores e todo povo tenham conhecimento…!

  5. batsta disse:

    Formidavel o continente Africano

  6. Adorei! Levarei para a minha escola! Tenho certeza de que os alunos vão se divertir, descobrindo as palavras!

    • Julio Cesar disse:

      É interessante, mas sugiro que o autor indique as fontes também. Já agora, porque não publicar isso em papel? Existem mapas de etnolinguística, ainda! Força!

    • Messias disse:

      Que ótimo saber que eles väo ter o previlégio de conhecer as diferenças. Bom trabalho com as crianças Bruna 😉

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  8. Maria Aparecida disse:

    Muito interessante!

  9. Ana Pessoa de Souza Castro disse:

    A etnolinguista Profa. Dra. Yeda Pessoa de Castro tem um livro dedicado ao assunto: Falares africanos na Bahia: um vocabulário afrobrasileiro (esgotado).
    Outras informações em https://pt.wikipedia.org/wiki/Yeda_Pessoa_de_Castro

  10. Cerise Dorneles disse:

    Discordo da palavra “madraque” ser de origem africana. Ela vem de um personagem de história em quadrinho americana do início do século passado “Mandrake”, um herói que era um mágico que combatia o crime. O “gibi” como eram chamadas as revistas de histórias em quadrinhos, ficou tão popular que a palavra “mandraque” acabou sendo usada como sinônimo de mágica, bruxaria, mandinga e também vigarista, pessoa que usa de “mandraquice” para enganar os outros.

    • Verdade, Cerise, pesquisei especificamente essa palavra e realmente, não há informação anterior ao personagem sobreo uso da palavra. Pelo sim, pelo não, tirei, já que a ideia dessa ‘brincadeira’ é a ancestralidade.

  11. Interessante!! Agora podemos entender, o significado de muitas palavras da nossa cultura.

  12. Marcelo Taniguti disse:

    E Muxoxo?!! e Xôxo?

  13. Sérgio Daniel Santiago disse:

    Eu sou e estou em Moçambique (África ). Não querendo Ignorar as outras partes, que são também interessantes, gostei mais da passagem que mostra que África não é completamente esse # continente pobre, isolado de civilização, um continente que só vive com animais. Nós estamos em um país quase que idêntico a aoutros (é claro que não temos tanto desenvolvimento assim).espero que ninguém tenha medo de vir a Moçambique porque tem medo de algo.quem quiser mais informações daqui, estou disposto a fornecer, mesmo em fotografias.

    • Muito obrigado, meu amigo! Apesar de não conhecer África pessoalmente, tenho, assim como muitos aqui, raízes aí (no meu caso é mais em Angola) e é muito bom ver que minha contribuição é positiva para desmistificar essa visão pejorativa que em nada é justa com o continente, afinaç, boa parte de nossa cultura brasileira vem de África. Grande abraço!

    • Se a Africa fosse próxima da minha casa, eu iria, mas é muito longe, a grana é curta.

    • Cecilia disse:

      Meu sonho é conhecer os países africanos como Moçambique, África do Sul, Quênia, Marrocos, mas a passagem é extremamente cara. Com certeza se fosse mais barata muitos brasileiros iriam visitar esses países lindos com uma cultura tão diferente e tão parecida como a nossa.

  14. Muito bom, sou professora e incluo nos meus planos estudos sobre a cultura africana. No momento estou procurando canções infantis antigas e atuais, se conhecer alguma e puder contribuir, ficaria grata. Trabalho em duas escolas de Esteio-RS. Abraço!

  15. Mácula e bolor são do Latim. De qualquer modo, parabéns pela publicação! 🙂

  16. Sandra Biondo disse:

    Meu amigo, acho que falta “maracujá”. Estive em Ruanda algumas vezes na década de 80 do século passado (oba!) e lá a fruta era chamada maracuja, sem acento. Quando fui ao Brasil pela primeira vez, em 1990, foi uma baita de surpresa descobrir que era chamada com o mesmo nome. Espero que a informação possa servir. Abraço e muito obrigada, vou guardar a página preciosa para usar com os meus alunos.

    • Mosco disse:

      Eu vi no wiktionary que maracujá vem do tupi “mboroku’ia”. Talvez a palavra tenha feito o trajeto inverso e ido daqui pra lá.

      • Willy Candia disse:

        maracujá e de origem guaraní: “mbyrycuyá” e a planta é americana, mal podería ter origem africana. sou argentino de origem guaraní.

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  19. Roberto disse:

    Neca ou neka,pênis. Okó rapaz, Erê criança ; Acue( aqüé) dinheiro, Ori ,cabeça ;

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  21. lucia disse:

    Excelente!,Ser negro uma história de fé, luta, resistência ,Negro todo momento sendo testado por uma sociedade “pré conceituosa.

  22. Gabriel disse:

    Os “banguela” ou imbangala, eram um povo guerreiro muito temido pelos portugueses e outros povos que viviam na época em Angola.
    Era raro algum deles ser escravizado, pelo contrário, eles é quem capturavam outros povo para vende-los aos portugueses, ou pra si mesmos.
    Os dentes serrados eram pra intimidar, e eles tinham fama de canibais entre seus inimigos.

  23. Enrique disse:

    Mingau é de origem Tupi.

  24. “Puta” vem do Latim “pvta”, pl. “pvtae”, que significa “menina”.
    Pindaíba é Tupi: pindá=anzol, ayba=mau. Significa que a pescaria foi em vão.
    Tenho medo de que todas as palavras acima sejam chutadas.

  25. Boa tarde!
    Seu artigo aumentou em muito meus conhecimentos, me ajuda em palestras de debates a elevar a autoestima aos nossos iguais , ou seja os negros, e também trazer mais respeito e reconhecimento de outras etnias quanto a capacidade e participação na nossa cultura. Também mostrar que é europeu muito menos que se dissemina . Sou de Petrópolis, cidade que dizem ser de colonização alemã, temos Bairros aqui com nomes realmente de origem alemã como Ingelhein, prinuncia-se Inguelrraim, outro exemplo é Bingem, pronúncia Binguem. existem nesta cidade Bairros como Caxambú, Quissamã e Quitandinha diminuitivo de quitanda, palavra esta, quitanda, que peço seja pesquisada, pois penso ,sem certeza, que é de origem de dialeto Angola.
    Obrigado e Abs.
    Ademar

    • Niyi disse:

      Oi, Ademar. Sim, Kitanda é originária do Kimbundu, LÍNGUA de Angola. Significa mercado, feira, quitanda. 😉

  26. Ilsa Sá disse:

    Muito interessante e inovador. Chamo-me Ilsa Sá e sou da Guiné-Bissau e fiquei bastante impressionada por conseguir encontrar 8 palavras que usamos no crioulo da Guiné e que mantém o mesmo significado, como por exemplo “Mano” irmão, irmão mais velho, sinal de respeito, em alguns casos e algumas interpretações, “mandinga” um grupo étnico predominante na África Ocidental com algumas especifi, que creio que foram resultados dos comportamentos dos indivíduos provenientes da África Ocidental e Central.
    É crucial para o ser humano a melhor compreensão das dinâmicas que nos unem, de forma a podermos erradicar o que nos separa – a ignorância.

  27. Iñaki Garrido F. disse:

    Muito interesante, obrigado. Ainda tem muitas palabras que definitivamente nao vein da África. Manha (no espanhol “Maña”) é do latín: habilidade, Mano (español para mao) vem do ajudar do “Dar uma mao” pra un camará, etc. Tem palabras do tupí também (Capoeira), y assim.
    A maioria sao da África mais precisa pesquisar mais.

    • Veja nas referências bibliográficas, essas palavras possuem significados próprios em outras línguas sim, sobretudo, capoeira.

    • Raul Miguel Cordeiro disse:

      Concordo. Temos, por exemplo 2 bons dicionários ditados no Brasl (sem desmerecer quaisquer outros), ‘Aurélio’ e ‘Houais’ que a cada vocábulo, dá a etmologia, inclusive a africana.

      • Antonio Paulo C S da Veiga disse:

        Há dicionários etimológicos como o do Antônio Geraldo da Cunha pela Nova Fronteira e o de Antenor Nascentes, mais antigo.

  28. Um jornalista angolano informou-me que a palavra “carimbo” vem de “kirimbo” palavra angolana que quer dizer mensageiro…Ou seja, o kirimbo levava alguma coisa ou mensagem a alguém e para comprovar a entrega levava um ‘selo’..i. e. carimbo que pegou o nome do kirimbo por antonomásia… “sello” em espanhol é justamente carimbo…,
    N.B: Sou da Ilha da Madeira, quer queiram ou não, é uma ilha africana que fica justamente nas costas do Marrocos… moro no Brasil.

    • Caro Eleutério, adoraria confirmar a informação do jornalista angolano, é possível? Estou preparando um livro sobre carimbos e tenho consultado o dicionário Houaiss do Brasil. A definição que inclui o mensageiro é bonita mas no dicionário não há referência e vem assim: “Segundo Renato Mendonça, do quimb. ka, pref. de dim., + rimbu ‘marca’, Castro registra quicg., quimb., umbd. ka-, kindimbu”. Obrigado e um abraço, Andrés

  29. carmem disse:

    Alguns historiadores de moda brasileiros argumentam que a palavra “bunda” não tinha o significado de “nádegas” pelos bundos de Angola. o povo bundo era conhecido por adornar quase que excessivamente a região da “bunda” e como eles eram os “bundos”…eu não tenho mais fotos de referencia até porque nessa area ha pouquíssima coisa documentada, mas vale a pena checar.

    • Olá amigão,
      Gramei (gostei) maning (muito) da publicação, principalmente o contributo pela desmistificação dos preceitos em relação ao berço da humanidade, Mãe África! Estive em Portugal, onde aprendi muito sobre a hegemonia europeia imposta sobre tudo e todos! Neste momento, estou em Timor-Leste por trabalho e aproveitando conhecer este povo humilde e místico! Pra o ano que vem espero ir ao Rio de Janeiro (UFFRJ) fazer o meu doutorado! Sou moçambicano de raiz, etnia Shope (sul de Moçambique), reconhecidos pela dança Timbila (tambores, instrumentos de percussão feitos a partir de frutas silvestres, homens munidos de escudos e lanças), (património cultural da humanidade); língua materna CiRonga e CiCope ou xi Chopé, todas originárias do Bantu. Maculuve, meu apelido (já “aportuguesado” , de ti nguluvi = búzios), muito usados pelos curandeiros para fazer previsões! Ntchima (norte de Moçambique), xima (“aportuguesado” em todo o país) significa papas consistentes de farinha de milho; xiguinha (Maputo) = papas consistentes de farinha de mandioca ou da batata doce (este último, também chamado xigonhonguana); mathapa = caldo de folhas de mandioqueira com amendoim e leite de coco, às vezes com mariscos; xiluva (flor, literalmente uma mulher) e muito mais… Espero ter sido útil. Abraços

      • Simone carvalho disse:

        Maravilhosos quanta coisa boa. Estou bestificada com tanta informação,importante que ficamos com preguiça de está buscando.porem de agora por diante não o perco
        Mais. Obrigado

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  31. Em Angola Kamba = amigo, não seria o nosso “cambada” uma derivação refletindo um agrupamento de amigos?

  32. danifurlan disse:

    Olá! Muito legal! Não sabia da maioria das palavras. Não conferi nada, mas que eu saiba implicar vem do latim… Outroa países de língua latina também a usam. Abs!

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  34. Maria disse:

    não sei pq as pessoas duvidam, não acho que o autor (Fernando) ia fazer um texto imenso chutando palavras! O problema é que nunca, até, acredito, a seguda metade do séc. XX (e pro fim, aidna), se teve grande interesse de realmente atribuir as origens corretas das palavras e mapeá-las. Sempre teve muito preconceito e também europeização (não é forçar a barra mas é a verdade né); Sempre tivemos algumas pessoas que fizeram isso, desde a colônia, mas o problema é que não são muito os registros. A mistura e a confusão eram grandes, e creio que muitas palavras tem dificuldade em se precisar se a origem é latina, indígena ou africana. Creio que o melhor é realmente identificar seu uso na África atual (apesar de que também teve alguma influencia das palavras dos indios daqui levadas para lá). Pode ser que uma fonia parcida é utilizada em mais de um ‘idioma de origem’, mas com significado diferente… É importante que seja desevolvidas pesquisas conjuntas sobre etimologia, acho que ajudaria muito para retirar algumas dúvidas. Fora o que nunca iremos decifrar! Gostei bastante, tem muitas palavras que usamos, adorei isso!

    • Realmente eu não chutei, usei sites como referência (e linkei lá em baixo do texto), mas devido às contestações, vou promover uma revisão das palavras de tempos em tempos.

    • Tocou num ponto interessante, Maria, algumas sugestões de ‘correção’ que recebi se referiam a palavras que têm sim, uso originário de África, mas porque têm significados diferentes em outras regiões, aí pareceu errado. Não é bem assim, né? É uma discussão parecida com uma montagem que fiz para uma página de religiões afrodescendentes sobre o dia de comemoração sincretizada entre as santas católicas e orixás das águas. Veio bastante gente dizer que a tal nossa senhora dali é Oxum e não Iemanjá, mas depende da região. Não há um correto dicionário nascido da terra.

    • Antonio disse:

      Deve ser porque não recorreu a dicionários etimológicos e cometeu alguns erros.

  35. Raul Miguel disse:

    Bunda – referência às nádegas salientes, avantajadas, dos primeiros escravos ‘mbunda’, ‘mbundu’ [=negros].

  36. Ricardo Moura disse:

    Parabéns, muito legal e útil!

  37. Lígia disse:

    Acho que capoeira tem origem tupi
    Caá-puêra
    Rego, 1968 Capoeira Angola: ensaio sócio-etnográfico

    • Olha, Lígia, existem correntes que definem a origem da capoeira como nativa do Brasil e outras que defendem que ela se definiu aqui,mas veio de Angola (é só ver que o negro é que difundiu o esporte por aqui), inclusive tendo a ver com o nome das prisões em que o negro vinha como escravo. Não abro mão de outras possibilidades, mas pra mim faz mais sentido que tenha vindo de Angola, encontrando seu desenvolvimento aqui, já que também há muito negacionista por aí que não aceita creditar nada cultural brasileiro ao negro, mas, enfim, acho válido e enriquecedor pensar nessa possibilidade de que elementos em comum se fundiram. Quem vai saber? Li que quilombos eram predominantemente negros, mas tinham suas parcelas de índios e mestiços também.

      • juvenal da silva disse:

        Fernando Sagatiba tens toda razao pra mais uma prova o instrumento usado nos cantos da capoeira e chamado de hungo em angola e no brazil de birimbau, e bom saber que hungo e instrumento muito tradicional em angola , ja agora recomendo lhe ver no youtube os jovens do hungo, abraco.

  38. Miguel disse:

    Tentarei fazer uma contribuição relativa à minha posição. Sou um jovem português imigrado no brasil. Não tome isto como uma tentativa de apropriação porque não é esse o meu caminho. Acho que é muito importante a informação que passa, mas sobretudo nestas áreas é preciso uma sistematização continuada e todas as vozes são necessárias para compreender os fenómenos da língua. A língua portuguesa falada em portugal também sofreu muitas alterações nos últimos tempos e teve muitas introduções de várias línguas africanas, mas os termos que eu coloco abaixo são termos utilizados em portugal popularmente, alguns até são bastante arcaicos. Não sei ao certo se não podem ser introduções portuguesas em áfrica, ou introduções africanas no português. Algumas delas encontrei origens diversas associadas em outras indicações etimológicas. Talvez valha a pena investigar mais sobre elas.
    AMUO, BAGUNÇA, BAMBAMBÃ, BANCAR, BATUQUE, BUGIGANGA, CHILIQUE, COQUE, COCHILAR, EMBALAR, FULEIRO, FUNGAR, GANDAIA, GERINGONÇA, LAMBADA, LAMBÃO, LARICA, LENGA-LENGA, MANHA, MALUCO, MOCHILA, SONGAMONGA, TAGARELA, TRAMBIQUE, ZANGAR, ZOMBAR.
    Outra questão: também sou sumariamente contra essas ideias peregrinas da inculcação de uma lusofonia, que é feita sobretudo de interesses mercadológicos. A própria palavra “luso” e “lusitano” é também uma mentira contada sobre os portugueses para esconder a herança judaica e árabe de portugal. Mas vale notar que a academia brasileira foi a primeira a projetar a ideia da lusofonia, e foi até em dicionários brasileiros que a palavra apareceu primeiramente. Por outro lado, a guiné-equatorial só faz parte da CPLP por proposta brasileira por interesses de mercado, mas ninguém fala português na guiné-equatorial. E me desculpa mas se a colonização é responsabilidade histórica portuguesa, a lusofonia é também obra de um brasil neo-liberal e expansionista se articulando em áfrica.

  39. Rodrigo Andrade disse:

    Ola, Fernando tudo bem?
    Acompanho seu bloq quase que diariamente, e já nos falamos anteriormente. Sou Sambista também aqui de São Paulo e gostaria que você ajudasse a divulgar em seu Bloq a ajuda que o nosso Mestre Wilson Moreira esta pedindo para criação do seu novo CD.
    Wilson Moreira lança projeto de financiamento coletivo: participe!

    Postado em #kickante #samba #wilson moreira
    Um dos grandes sambistas brasileiros, parceiro e amigo de Zeca, Wilson Moreira criou recentemente um projeto de financiamento coletivo para lançar seu novo CD.

    A primeira parceria de sucesso de Zeca e Wilson Moreira foi “Judia de mim”, gravada no primeiro álbum de Zeca Pagodinho, em 1986. Depois vieram muitas outras como “Alô gatinha”, “Canção da esperança” e “Belo encontro”. Além de Zeca, o sambista nascido no subúrbio do Rio já teve suas composições gravadas por outros bambas como Roberto Ribeiro, Clara Nunes, Alcione, Beth Carvalho, João Nogueira e Elizeth Cardoso.

    Hoje, aos 56 anos de carreira, Wilson Moreira deixa mais uma grande contribuição para música e reúne seus sucessos para lançar o projeto “Wilson Moreira em Versos e Quadras”. Por meio da ferramenta de crowdfunding – a famosa vaquinha -, o sambista conta com a ajuda de fãs e parceiros para tirar esse projeto do papel e transformá-lo em realidade. Se alguém tiver alguma duvida é somente verificar no site do Zeca!!

    Legal ,né? Vamos ajudar a espalhar essa noticia aos nossos parceiros sambistas e admiradores para que nunca caia no esquecimento o verdadeiro samba de raiz.
    Há ia quase me esquecendo: você é o cara.

    Att

    Rodrigo Andrade.

  40. Rodrigo Andrade disse:

    Fernando, ia me esquecendo.
    Quem
    fazer parte desse projeto também? No site kickante, você pode colaborar de uma forma simples e efetiva. Basta selecionar um valor e escolher a recompensa – que varia entre CD autografado, ingresso para o show de lançamento e convite para uma roda de samba.

  41. Pingback: Educação não tem cor | Caverna Intergalática

  42. kamily lima da silva disse:

    A MINHA PROFESSORA TINHA PEDIDO PRA MIM COPIAR ESSE TEXTO INTEIRO AI EU COPIEI NOSSA DEMOROU DEMAIS PRA MIM FAZER ESSE TEXTO

    • Cecilia Pinto disse:

      Oi, Kamily! Não querendo me intrometer, mas já me intrometendo. Em português o pronome pessoal MIM não consegue fazer nada…quem faz é o pronome EU: ” … a professora pediu para EU copiar…
      Oralmente, passa batido, mas na escrita não dá.
      Só colaborando um pouquinho com seu Português. =)

  43. Eddy Coimbra disse:

    Muito,mas muito bom mesmo!!!!!!

  44. Niyi disse:

    Olá, Fernando. Sou estudante de línguas africanas e professor de uma delas. Só uma observação ao seu MARAVILHOSO trabalho: a palavra ‘dialeto’ é uma palavra que está usada equivocadamente no seu texto, pois expressa um preconceito cultural imposto pelo colonizador às LÍNGUAS dos povos colonizados. Na África ou na América existem diversas LÍNGUAS que contribuíram para o enriquecimento do português brasileiro. Espero ter colaborado e parabéns mais uma vez, irmão!
    Nguzu! (Força!)

    • Valeu, gente boa, já fiz a devida retificação. Eu não tinha ainda visto por esse lado (pecado revertido, tomara, a partir de agora para todo o sempre). Mais um ponto a desconstruir, esse resquício de visão colonizadora européia que trata o “resto do mundo” como o ‘fora do normal/primitivo’. Abraços!

  45. sebastião epaminondas da silva disse:

    Fácil

  46. Miguel Vieira disse:

    Mamulengo pode até parecer africano, mas é uma corruptela de mão molenga, que somado à prosódia nordestina (mão mulenga), acabou-se chegando à palavra como conhecemos hoje.

  47. Ermelindo disse:

    Parabéns pela pesquisa. Tenho apenas algumas observações:
    1) Não existe a palavra Bantos. Bantu (pessoas) é o plural da palavra Muhtu (pessoa).
    2) Kalunga – infinito, morte, desconhecido, além…
    3) Batuque é o instrumento musical e não a dança.

    Espero ter ajudado!!!?

  48. Anna Ly disse:

    Adorei o texto e a coletânea de palavras. Já fiz uma música com palavras de origem africana “Fuzuê” e tenho um livro que também fala do tema para as crianças e adultos curiosos, “Desenrolando a Língua”, e vem acompanhado de um CD. Procure no YouTube “Fuzuê Anna Ly” e encontrará a canção. Gosto tanto da sonoridade dessas palavras e por serem tão coloquiais e divertidas, estou pensando seriamente em fazer outra música. E sua pesquisa vai me ajudar no momento. Da outra vez que compus, encontrei informações no livro do Nei Lopes “Novo dicionário Banto do Brasil”. Um abraço e obrigada!

  49. Maria Olina disse:

  50. Jonas disse:

    “Muita coisa de nossa cultura vem de África e dos africanos que foram sequestrados para cá (dos quais descendemos em maioria, já que no auge do crime da escravidão, a população negra era, como se manteve, maioria).”

    Então por que cotas designadas à minorias?

    PS: Sou negro (de classe baixa, morador de Guainazes/SP) e jamais optei ou optaria por cotas.

    • Você tem muito que estudar sobre cotas pra poder elaborar questionamentos. Cotas não são designadas a minorias, pra começar. São dispositivos de equiparação social. Existem as que equiparam deficientes físicos, pois sem programas de inclusão seriam discriminados como meros inválidos, existem para pessoas de baixa renda em escolas públicas, pois sem poder aquisitivo de fazer um cursinho, perderiam para todos os playboys da vida e, entre outras, tem para negros, pois nenhum projeto de inserção social se fez praticado desde a abolição da escravatura, ou seja, cada cota tem um motivo, mas apenas a mesma motivação que é a inclusão de grupos historicamente discriminados por motivos diferentes, mas igualmente discriminados.

      Esse termo minoria é um termo modinha que é muito usado por quem prefere falar das coisas que não conhece apenas porque quer parecer descolado, mal sabendo que está repetindo feito papagaio, sem entender patavinas. Não sei a quantas anda a contagem de gays no país pra saber se ainda são mesmo minorias, mas é certo que mulheres e negros não são minorias nem de longe, o que não significa que não sejam(os) altamente discriminados.

      Leia mais meus textos aqui e no http://www.garciarama.blogspot.com e pare de ver o mundo com os olhos da mídia, pois negro é minoria na capa de revista, no elenco da novela, nos empregaços mais visados e endinheirados… porque andando nas ruas, shoppings, mercados e meios de transporte, você vai ver que essa coisa de minoria é nos EUA, onde negros são uns 10%, muito diferente daqui, onde somos mais de 51%, ok?

      Cotas é um programa social que já foi implantado até na Alemanha e depois de resultados positivos, nem precisou mais, pois essa é a verdadeira natureza delas, a de equiparação social temporária e não um mecanismo de fácil acesso. Se fosse assim, não seriam reservadas porcentagens pequenas para cotistas e sim a maior parte das vagas. Prestenção, meu nobre, se você não precisa de cotas, parabéns, mas tem gente que tem muito pouco quase nada pra pensar numa vida digna e se essas pessoas vão ter uma mínima chance de melhora, eu dou meu apoio total. Mais preparo na próxima pra enriquecer nosso debate. Axé!

      • Dilmar Miranda disse:

        Excelente comentário, Fernando. Tomei conhecimento de seu estudo por acaso. Gostei muito. Sou professor universitário e aprendi muito com os meus erros ou equívocos. Continue apurando cada vez mais sua pesquisa.

  51. Muito bom estes conhecimentos dos nossos irmãos africanos…………

  52. Dri disse:

    Jabá eu aprendi como carne seca; charque

  53. Patricia Kopelman disse:

    Faltou uma explicação em AFOXE : Instrumento musical que acompanha o berimbau composto de um coco seco oco com um cabo e uma rede de contas em volta . Se gira o coco na palpa da mao as contas vao ralando no coco dando uma impressao de chocalho

  54. Ricardo disse:

    Akara é o próprio bolinho de feijão que conhecemos no Brasil como acarajé, segundo o idioma iorubá a palavra jé significa comer.

  55. Roberto Alencar disse:

    Faltou Neka , significa Pênis.

  56. Elias Mendes de Carvalho Silva disse:

    Mano tem origem africana? Não seria mais um reducionismo da palavra espanhola “hermano”?

  57. Pingback: Links da Semana #17 |

  58. Pingback: Palavras de origem africana no vocabulário brasileiro – Ecologia dos Saberes

  59. Marta disse:

    Gostei. Obrigada
    Deixe acrescentar:
    Em São Tomé e Príncipe – boca pito = mexeriqueiro, pessoa que fala a toa sem noção das consequências do que diz.
    Angu – pasta, massa feita de banana (prata ou pão) cozida e depois amassada em pilão para acompanhar,
    Calulu – o mesmo ué caruru.
    Cacimba – névoa que se forma a noitinha ao cair do sol (e que pode se manter até) e/ou de manhãzinha e que se dissipa com o nascer do sol, na época mas fresca do ano.
    Candonga – mercado paralelo. “Comprei na candonga”.
    Catita – bonito, bem posto. ” Lá vai ele, todo catita…”
    Milongo – remédio/reza/feitiço para ajudar a curar.

    GERAL

    Ginga – nome de rainha dos reinos de Ndongo e Matamba (região de Angola?). De Nzinga.

    Muamba – prato típico angolano normalmente acompanhado de funje. (Fiquei com água na boca 😜)

    Moringa – planta, hoje muito na moda pelos seus supostos benefícios medicinais.

  60. josesfrauda disse:

    oiiiiiiiii eu usei o seu site para fazer uma pesquisa da escola

    • Obrigado pela visita e esteja à vontade pra voltar sempre! Eu comecei esse blog justamente por causa de pesquisas quando estava terminando a faculdade. Eu pesquisava e escrevia aqui o que aprendi pra servir de backup e depois continuei. abçs

  61. Isis disse:

    “Bomba” de vem do grego. Latim BOMBUS, “ruído grave e forte”, do Grego BOMBOS, “idem”.

  62. Smithoe disse:

    SOBA – Chefe de tribo africana.

  63. Helenice gomes disse:

    Obrigada pela seriedade do trabalho,ótima fonte de pesquisa,nos ajudou muito no trabalho da escola.

  64. nina disse:

    viva aos africanos ,que deixaram grande parte de sua cultura!

  65. lucas disse:

    nao gostei n tem nada que eu queria

  66. marjorie disse:

    Vc pode me dizer o que significa a palavra sekalebô nao sei exatamente se esta certa a escrita.

  67. Jacinto disse:

    Parabéns por este trabalho. E sugestões para mais trabalho: incluir em cada palavra links às fontes relativas a essa palavra. Assim nós poderíamos seguir os links e averiguar quais as bases para se afirmar que, por exemplo, “zombar” é de origem africana.

    E precisamente podes tirar “zombar” da lista. O Rei D. Duarte já usou “zombaria” no “Leal Conselheiro” de 1438. Os Portugueses só chegaram à Guiné uns anos depois. Aqui fica a passagem:

    “E aquello principalmente he seu cada hũũ se trabalha[r] de conhecer o sseu engenho e força, fazendosse forte juiz e escoldrynhador dos seus erros e dos seus bẽẽs, em tal maneira que nom pareça que os albardaãẽs [talvez ‘aldrabões’?] teem mais sabedoria que nos, por que elles nom se trabalham d’arremedar as estorias melhores, mas as que lhe[s] som mais convenyentes. Pois estas cousas taaes esguardará o albardam na zombaria, e nom as veerá o homem sabedor em sua vyda?”
    Fonte: http://cipm.fcsh.unl.pt/

    Vale a pena consultar o Houaiss. Foi lá que eu vi que “zombar” e “zombaria” já apareciam em documentos do século XV. “Zoar” também, o que significa que “zoeira” também não deve ser de origem africana.

  68. paulo cesar lopes disse:

    Muito interessante,abadá é uma palavra de origem árabe,mas mesmo assim parabéns!

    • paulo cesar lopes disse:

      Existe também a palavra´´Axé´´que vem do árabe(ách)que significa uma saudação e ´´viva´´,se analisarmos por esta prisma;os árabes nos quais estou a referir são os antigos mouros que habitavam e habitam o continente africano atualmente em Marrocos e Líbia!Pronuencie a primeira vogal guturalmente´´ách´´ou pergunte a um falante nativo de língua árabe.Sua página é realmente excelente meu caro!

  69. luiz carlos da cunha disse:

    muito bom

  70. Willy Candia disse:

    achei 16 palavras da sua lista que tamben usamos na argentina, duvido da palavra “tutano” en español “tuetano” e segun dicionario etmológico:a palavra tuétano tem origem onomatopéyica ( http://etimologias.dechile.net/?tue.tano) Carimbo era o ferro para carimbar escravos e animais para demostrar a propiedade, primero indios e negros depois.

  71. Roberto Alencar disse:

    Neka, pênis.
    Maracatu não se originou em Pernambuco, no Ceará existe também desde a mesma época.
    Caminhar, mancar

  72. Doug Peluzio Melgaço disse:

    O abadá até início dos anos 90 ainda era uma túnica folgada e comprida.usada nos blocos carnavalescos, depois foi modificada para uma camisa ou camiseta.

  73. RGrillo disse:

    “Babaca” É TUPI!! Vem de Babaquara…

  74. Pingback: Palavras de origem africana no vocabulário brasileiro

  75. Marcia disse:

    Muito legal este dicionário de palavras de origem africana !

  76. Pingback: 270 palavras de origem africana no vocabulário brasileiro - NotaTerapia

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